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CETICISMO NECESSÁRIO


David Hume,escreveu em seu principal livro , entitulado: Tratado da Natureza Humana " só podemos ser filósofos sobre princípios céticos". Onde podemos concluir que o espírito dogmático é anti-filosófico por excelência, porque reduz a multiplicidade do Mundo da Vida a um único princípio que poderia explicar todas as coisas, matando exatamente o livre exercício do pensar e, por consequência, a Filosofia.

O GRANDE DISCERNIMENTO DE W. BLAKE

As canções de inocência e experiência de Blake (1794) sobrepõem o mundo inocente e pastoral da infância contra um mundo adulto de corrupção e repressão; enquanto poemas como "o cordeiro" representam uma virtude de mansidão, poemas como "o tigre " mostra oposição, forças mais negras. A obra como um todo explora o valor e as limitações de duas perspectivas diferentes no mundo. Muitos dos poemas caem em pares, de modo que a mesma situação ou problema é visto através da lente da inocência em primeiro lugar e depois sob a ótica do experimentar. Blake não se identifica totalmente com qualquer visão; a maioria dos poemas são dramáticos, quer dizer, na voz de um orador que não seja o próprio poeta. Blake está fora da inocência e experiência, em uma posição distante da qual ele espera ser capaz de reconhecer e corrigir as falácias de ambos. Em particular, ele se opõe à autoridade despótica, à moralidade restritiva, à repressão sexual e à religião institucionalizada; seu grande discernimento está na forma como esses modos separados de controle trabalham juntos para silenciar o que é mais sagrado nos seres humanos.

PARA SER MAIS


A cada manhã quando levanto.
Penso em um plano para o dia.
O amor está na base,
com a devida proporção
em várias perspectivas.
Espalho o Amor que vai
fazer-nos errar menos
e ser mais.

Em breve estarei com você,
estaremos rindo,
mudando o tempo em nossa direção.
Chegando a um acordo com as
expressões estabelecidas.
A atração veio até nós!
Vamos segui-la em direção
a uma nova liberdade encontrada!


UMA NEFASTA CONSEQUÊNCIA DO CAPITALISMO DEVASSO

Podemos afirmar que a falta de trabalho é criada,artificialmente, pelos que tem interesse em dispor de uma enorme reserva de mão-de-obra para aceitar qualquer condição que beneficie qualquer tipo de capitalismo desenfreado.

NOVOS DIAS


Está tudo bem!
Os dias de dança
estão voltando.
De novo na estrada
uma nova música
faz-me bem e
alegre novamente.

Sempre faço o
melhor que posso.
Chegou o momento de
uma pausa.
Plantar novas sementes,
para espalhar as raízes
de minha liberdade.

RENOVAÇÃO


A cada dia
a vida nos renova.
A amizade , o amor,
ressurge de modo inusitado,
superando tentativas vis.

A atração nos renova
para novos encontros.
Livres estaremos
para novos anseios.

Sem empecilhos,
brotaremos renovados
para mais uma comunhão.
Celebrando novos momentos
descomunais.

REALIZAÇÕES


Realizar nossos projetos
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.

E ao entardecer
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.

Adentrar a noite,
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.

Um estado mais elevado,
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto as estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.



O AMOR


O tema sobre o amor,sempre inspirou poetas e filósofos de todas as épocas. "Amar é regozijar-se" escreveu Aristóteles, na Ética a Eudemo.Podemos afirmar que o amor está relacionado intrinsecamente com a felicidade. Para Nietzsche, o amor nos faz amar a vida " Amamos a vida não porque estamos acostumados a viver, mas porque estamos acostumados a amar"(Frag. Póst.1882). Para Platão, o amor é condição sine qua non da felicidade."A nossa espécie só poderia ser feliz com uma condição: realizar as nossas aspirações amorosas"(Banquete).Para P. B. Shelley ,o amor é "aquela poderosa atração que nos encaminha a tudo aquilo que nós concebemos, ou temos , ou esperamos além de nós mesmos"(Sobre o amor). De todas as definições a mais bela, só poderia ser de um poeta do romantismo alemão, Friedrich von Hardenberg, conhecido por Novalis," O amor é a finalidade última da história universal, o amém do universo"(Fragmentos).

ESTAMOS CANSADOS DESSA VELHA POLÍTICA

" Já chega de declarações cúmplices do realismo político quando tudo, à hora atual, exige um nominalismo praticado pelos nietzscheanos, pois eles sabem que as palavras não são atos,os verbos não são gestos,nem a retórica é uma política "(Michel Onfray in: A política do rebelde p.173 ,Ed. Instituto Piaget).

CONHECIMENTO E VERDADE SEGUNDO NIETZSCHE


O conhecimento quando é concebido como sendo uma correspondência entre crença e realidade é a nossa “maior fábula”, no entanto, “ a crença em sua verdade” é necessária para a vida como um todo. Assim, Nietzsche nos apresenta uma noção prática entre verdade e conhecimento em termos da “vantagem” que as crenças pode nos conferir a fim de satisfazer as nossas necessidades vitais. Todas as crenças são “erros”, no entanto, nesses erros podemos distinguir crenças “ sem as quais não poderíamos viver” e assim, “ podemos falar em verdades”, haja vista que o que determina a “verdade”, é o valor das crenças “para a vida” –“vida” sendo compreendida como “vontade de potência”.

ETERNA RECORRÊNCIA

Estamos nos 
reencontrando 
novamente.
Mas não somos
mais os mesmos!


A eterna recorrência cósmica
Nos atrai e nos afasta
Para vivermos o eterno
jogo existencial.


Celebremos, então!
Vida é celebração, aventura
criação de destinos.
Culpa nenhuma há!
Total inocência do devir,

aniquilando todo espírito
de vingança.


Abrindo caminhos para
novas possibilidades.
Um arco-íris nos espera
Sinalizando a ultrapassagem!

O ANTI-PLATONISMO DE SPINOZA

Para Platão a vida é uma preparação para a morte , haja vista que para ele, vivemos em um mundo de sombras que terminará com a morte e iremos ascender ao mundo das ideias. Para Spinoza a filosofia de Platão é uma filosofia para escravizar o homem ainda mais e ,mantê-lo nas trevas da escravidão , porque o faz refletir não sobre a vida mas sobre a morte.Vejamos a citação de Spinoza:" O homem livre em nada pensa menos do que na morte, e seu saber não é uma meditação sobre a morte, mas sobre a vida".(ÉTICA, 4 , Prop. 67).

ECONOMICISMO PARALISANTE

Todas as coisas estão em movimento; portanto, tudo o que congela ou fixa uma força, de um modo permanente, deve ser considerado negativo, segundo uma assunção radicalmente Heraclitiana. Desse modo, devemos assumir nosso "devir revolucionário" contra a fixidez do economicismo!

EXPLICAÇÃO DEDUTIVO-NOMOLÓGICA

Um enunciado qualquer é considerado dedutivo-nomológico, quando não se refere a nada particular,contingente e, expressa uma lei fundamental ou deriva dela em conjunção com outros enunciados teóricos.

O CRITÉRIO DE NELSON GOODMAN

O critério de Nelson Goodman para distinguir uma verdadeira lei de uma simples generalização acidental surge porque um enunciado deve implicar ou caracterizar a afirmação de condicionais contrafactuais, quer dizer, com um enunciado condicional no qual intervém a noção de possibilidade. A análise de condicionais contrafáticos não é, segundo ele, um mero exercício gramatical. Da interpretação de condicionais contrafáticos dependem definições satisfatórias da lei científica da confirmação e dos termos disposicionais.

CAUSAS NÃO ! CONSEQUÊNCIAS

Na grande maioria das vezes, tudo o que acontece conosco são consequências.

AUTENTICIDADE NECESSÁRIA

Se considerarmos que ,para a autenticidade de nossas vidas , esse mundo como o único , não vale ficar pensando sobre vidas passadas ou futuras, tendo em vista que isso são formas de escapismo e de "sono".A nossa busca da verdade nos requer estar sempre alertas ,sempre no caminho .O despertar ,para um estado numinoso deverá ser atingido nessa vida, nem que seja no momento de nossa morte.

MUDANÇAS NECESSÁRIAS

O caráter de mudança constante da vida nos faz sofrer se nos apegamos às coisas, e não permitirmos que as mudanças ocorram. Quando aceitamos essa perpétua mudança, nós mesmos nos sentiremos mais confiantes, enfrentando na medida do possível, o que der e vier.

SILENTES VIVÊNCIAS

Em verdade, todos os nossos grandes momentos não podem ser descritos através da linguagem, nem muito menos compartilhados de modo objetivo.

SEM REMORSOS

É melhor inventar um renovado amanhã com novos sonhos e objetivos, do que ficar pensando se o que aconteceu "ontem", foi o que realmente deveria.

ATUALIDADE DO ILUMINISMO – AUTONOMIA

A atualidade que podemos conceber ao Iluminismo, se relaciona com a autonomia e sem ela não se pode filosofar  , estando desse modo, intrinsecamente ligada ao nosso tempo porque buscamos sempre o SAPERE AUDE, “pensar por si mesmo”,"ousar saber". A autonomia de pensamento revolucionou tanto a vida do indivíduo, quanto das sociedades. O combate pela liberdade de pensamento continua atual, isto é, aceitar que o homem seja fonte de sua lei é considerada uma proposta imortal. Exigir autonomia implica em uma transformação constante das sociedades políticas em um busca para que haja uma "humanidade universal". Enfim, se desejarmos encontrar um apoio no pensamento Iluminista para enfrentar nossas atuais dificuldades temos que atingir a autonomia no pensar e no agir, em um movimento que nunca para.







A VIDA COMO VALOR FUNDAMENTAL

Diante da impossibilidade de afirmar categoricamente a existência ou a não existência de Deus, Nietzsche proclama que um caminho para a "salvação" seria sair do impasse  do niilismo passivo ,através da afirmação incondicional da vida de modo ascendente, intenso,exuberante,fecundo, através da constante criação e transmutação de valores."A vida mesma nos obriga a instaurar valores, a vida mesma valora através de nós quando instauramos valores..." (Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos, Moral como Contranatureza, §5, p.42, Ed. Relume Dumará).

NIETZSCHE : SUJEITO, CONHECIMENTO

Nossos pensamentos, sentimentos, desejos, etc., não existem separadamente em domínios exclusivos. O conhecimento é um "horizonte" mutável de forças que nós  transmutamos e que se corporificam em nós  através da vontade, fazendo de nós seres pensantes que valoram e dão forma a esses múltiplos impulsos. Para ele, o conhecimento deveria ser uma atividade que servisse  à vida , não possuindo qualquer legitimação transcendente. São as necessidades de conservação e preservação da espécie humana, que através de metáforas cria um mundo antropomórfico a nossa imagem e semelhança.
"O sujeito(ou, falando de modo mais popular , a alma) foi até o momento o mais sólido artigo de fé sobre a terra, talvez por haver possibilitado à grande maioria dos mortais, aos fracos e oprimidos de toda a espécie, enganar a si mesmos com a sublime falácia de interpretar a fraqueza como liberdade, e o seu ser-assim como mérito(Nietzsche, GM I,§13, p.37 , Cia das Letras).
 A ideia de um sujeito como substância pensante, que produz conhecimento é uma ficção que esconde uma pluralidade de forças em luta,onde a linguagem reduz essa multiplicidade efetiva, criando a noção de um sujeito, levando a uma simplificação e a consequente má compreensão de sua filosofia, ao invés de considerar o "sujeito" como um "efeito", uma perspectiva, e assim assumir a multiplicidade complexa da vida como um "jogo de forças".

COMPROMETIMENTO DOGMÁTICO DUALISTA

Nossa cultura foi ,completamente ,comprometida com o pensamento dogmático da existência de um além mundo (Platonismo), onde prevalece uma pré-reflexão , um pré-juízo da visão do eu como substância: fixa , eterna, indo ,inclusive, até    a própria  experiência da nossa individualidade , porque acreditamos possuir um eu, concebido como unidade imaterial.Temos como consequência disso, uma desvalorização do mundo efetivo. Segundo Nietzsche: " Para que o além, senão  fosse um meio de denegrir o aquém ?..."(NIETZSCHE, C.I. , §34, p.83. Cia das Letras).

PARA O ALTO

Oremos e vigiemos, a todo o momento, sempre!
Sejamos dignos da glória de Deus, da Vida, etc. não importa o nome, sou nominalista!
Vivamos pelo bem que possamos fazer.
Fazendo bem para estarmos bem.
Iluminando a nossa consciência cada vez mais. Afinal, como disse Nietzsche, ela não é uma "grandeza fixa", podemos expandi-la, através de vários métodos. Não há um caminho, há caminhos múltiplos!
Para o Alto. Alpa, Alpa!


TEORIAS CIENTÍFICAS NÃO PODEM SER PROVADAS- CONSEQUÊNCIAS

Já há algum tempo,sabemos que é inexequível a garantia que algum dia não se descobrirá um novo fenômeno que venha a contradizer alguns dos princípios que até então eram válidos universalmente. Entretanto,existem algumas teorias que estão muito bem validadas por uma quantidade enorme de  fatos, que por sua vez,é pouco provável conceber que essas sejam falseadas.Todavia, essa possibilidade é totalmente inerente e indissociável de qualquer teoria  que tem o estatuto de científica , não devido aos fatos, mas às ideias associadas a elas.

A VIDA COMO VALOR MAIOR

Para Nietzsche,a vida representa o fundamento a priori de todas as coisas,em uma multiplicidade dinâmica.Quando ele ,seguindo o espírito de sua época,disse que "Deus estava morto" e que "nós éramos os seus assassinos " ,se referia ao Deus concebido de modo antropomórfico.Para ele, Deus seria o " ápice da Vontade de Potência " ,o ponto mais elevado da vida.

INTERIORIDADE CRIATIVA

O mundo "exterior" deve ser "abandonado”, porque através dele há um enfraquecimento das nossas capacidades criadoras e, como consequência, um aniquilamento de nossa interioridade, que é a nossa maior morada.

UM ÚNICO PROBLEMA ? PERGUNTA-SE!

Atualmente, temos que perceber que só há,praticamente, um único problema: Superpopulação, todos os outros são consequências.
  

O VÉU TELEVISIVO/MIDIÁTICO

Em seu ensaio "Sobre a televisão" ,o filósofo e sociólogo: Pierre de Bourdieu, desvelou os mecanismos televisivos, mostrando as estruturas  manipuladoras que convidam os telespectadores a uma "dramatização" dos fatos ocorridos, tirando-os o senso crítico, levando-os a um pensamento rápido,acrítico e manipulado. A televisão,concluiu ele: ao mostrar, oculta, esconde .Ela mostra  as banalidades e as contingências , escondendo as  nossas necessidades mais urgentes.Podemos acrescentar que ,atualmente,  essas manipulações ocorrem com a mídia em geral.

AUTENTICIDADE

A autenticidade é uma marca principal da filosofia de Nietzsche, ele tinha um grande respeito por si , pela vida,porque a considerava como fundamento para a criação de valores. Justamente por isso, levava uma vida com seriedade porque buscava um modo de viver correto e exemplar , na justa medida de suas circunstâncias existenciais. Para ele, pouquíssimas pessoas poderiam levar vidas verdadeiras e autênticas, "nós os raros" , "nós os verdadeiros" , "nós os hiperbóreos", exclamava ele!

PASSOU DA HORA DE ACORDAR


É chegada a hora de um  novo: "Crepúsculo dos Ídolos". A grande maioria dos: políticos, mídias ,  esportistas , artistas , comediantes , ratos imundos dos bastidores do poder, etc. (Essa lista é enorme).Eles estão nos  chamando de  imbecis,imbecis!  A grande maioria das pessoas ainda não percebeu isso,porque estão anestesiadas,doutrinadas, alienadas. Vamos evitar : A tomada de nosso país que já vem em curso,sub-repticiamente, há anos ,através do estabelecimento de um Poder Global.


AS TRÊS GRANDES HUMILHAÇÕES FEITAS AO HOMEM

Freud detectou três principais humilhações feitas ao ser humano na cultura ocidental: a primeira foi através de Copérnico, quando constatou que o sol não girava ao redor da terra; a segunda foi através de Darwin, quando ele descobriu que o Homem descendia de um ancestral comum; a terceira foi executada pelo próprio Freud,quando da "descoberta" do inconsciente, onde o próprio Homem não era mais senhor em sua própria casa, porque a consciência era apenas uma pequena parte, de um todo que repousava na inconsciência.

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A TAREFA DO FILÓSOFO SEGUNDO NIETZSCHE


" Que deve fazer o filósofo? No meio do formigar, acentuar o problema da existência, sobretudo problemas eternos.O filósofo deve reconhecer o que é necessário e o artista deve criá-lo. O filósofo deve simpatizar o mais profundamente possível com a dor universal: cada um dos velhos filósofos gregos exprime uma miséria: aí, nessa lacuna, insere o seu sistema. Constrói o seu mundo sobre essa lacuna". (NIETZSCHE, O livro do filósofo, §27, p. 25, Ed. Rés).
Nietzsche, nesse aforismo exprime umas das tarefas dos filósofos-artistas ,   ou seja, ele enfatiza que há um problema fundamental na existência , que é justamente a bipartição do mundo em sensível e inteligível  criada pelo Platonismo , como também , distinguir a necessidade de separar o contingente do necessário.Assim, faz-se necessário dar peso ontológico ao mundo, pela    aceitação da dor existencial, que é o aspecto trágico/dionisíaco , através do "Eterno retorno de todas as coisas". 


PENSAMENTO E VIDA

A filosofia de Nietzsche é interpretativa por excelência. Para ele, o conhecimento é perspectivista , quer dizer,  nunca devemos absolutizar ou categorizar os conceitos usados por ele ao longo de sua obra. A sintonia direta com a vida representa ,segundo ele, o início da "verdadeira" filosofia" ,  porque o autêntico filósofo é aquele que faz experiências com a vida, não separando ,portanto, pensamento e vida.Todo o academicismo representa um sintoma que a vida declinou e colapsou com a vida prática separando-se dela, tornando-se puramente teórica.

NIETZSCHE E A REDENÇÃO


Tendo em vista a impossibilidade de separar o real em dois planos ontologicamente distintos, ou seja, mundo sensível e mundo inteligível, Nietzsche faz um esforço de reinscrever a experiência do sagrado propondo o “Eterno Retorno de todas as coisas” como realização da “Morte de Deus”, onde o mundo apresenta-se ausente de uma instância metaempírica, quer dizer, o mundo passa a vigorar inteiramente na superfície dos fenômenos que são uma expressão da Vontade de Potência, sendo compreendida como o “caráter inteligível do mundo” (Cf.ABM§36). A redenção acontece na elevação da vontade de potência criadora e do tempo como “Eterno Retorno”: “ Tudo o que “foi” é fragmento e enigma e espantoso acaso, até que o querer criador declare: “Mas eu o quis assim”. Até que o querer criador declare: “ Mas é assim que eu quero, e hei de querer assim”.(Cf. Zaratustra 2ªparte,Da redenção,). Podemos afirmar que o que move Nietzsche é a possibilidade da “salvação” não mais em um além mundo, sua proposta é dotar o real com um total peso ontológico, onde a “Redenção” se consumaria com o ideal do além-do-homem, que faz do tempo a casa do sagrado, da redenção do tempo no aqui e agora, com a afirmação incondicional dos instantes.

CAUTELA PARA COM QUEM NOS REPRESENTA


Com a finalidade de se identificar com qualquer grupo, associação, etc. dizendo:“eu sou o grupo”, “eu represento essa associação”,"eu sou o povo" etc. os representantes se anulam em nome do grupo, da associação ,etc. Contudo, há uma "usurpação" com ares de modéstia, de família , próprios de todos os líderes. Eles se apropriam da autoridade do grupo, da associação,do povo, ao reduzir-se a esses que o autorizam. Por esse motivo, devemos ter muito cuidado com todos os tipos de líderes: religiosos, políticos, sociais, etc. com a finalidade de evitar uma espécie de má-fé inerente a sua sutil “usurpação”.

REALIZAÇÕES


Realizar nossos sonhos
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.

E ao entardecer
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.

Adentrar a noite,
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.

Um estado mais elevado,
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto às estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.


NIETZSCHE E A HISTÓRIA


Na Segunda Consideração Intempestiva, Nietzsche faz uma crítica ao excesso de conhecimento histórico na sua relação com a vida. Apesar do Homem não poder viver sem história, faz-se necessário e salutar um modo de vida em que o Homem possa viver a-historicamente, porque a própria vida depende do esquecimento. A história apenas faz sentido se tiver uma relação relacionada com a vida. Existe uma relação entre: Esquecimento, Vontade, Instante, Passado e Força histórica. Tanto a vida histórica quanto a não histórica estão demarcadas pelo Tempo, através da História ocorre a fixação do Homem diante do Devirá proposta de Nietzsche é a de criar um novo modo de ser do homem diante da História através da Força Plástica ativa, quer dizer, o poder de crescer em si e a partir de si mesmo e de cicatrizar feridas; ela dá a medida com relação a consideração ou o desprezo pela história onde se faz necessário dar o salto (Abstrung) percebendo que a história não tem finalidade. A "filosofia" é um percurso de Platão até Hegel, inicia-se com a ideia de Bem de Platão e termina com o "conceito que pensa a si mesmo”, com a concepção de Absoluto de Hegel. A crítica de Nietzsche é ao historicismo e não a história em si mesma, porque ele a considera como reino do "acaso" onde existe uma Tragicidade e não uma Teleologia. Por isso, Nietzsche tenta resgatar a sabedoria dos filósofos antes de Sócrates, onde o tempo era considerado como Eternidade (Aión) e também não havia uma esfera transcendente porque a (Natureza) Physis abrangia tudo.


DISCÓRDIAS INÚTEIS


Quanto mais discordância entre as pessoas mais longe ficarão da "verdade". Discórdias, na maioria das vezes, geram apenas discórdias. Temos que perceber que há uma deturpação das informações a nível global. Quanto mais fraca educacionalmente é uma sociedade mais prolifera os valores de rebanho, gerando uma cultura de massa. Isso é, justamente, o que acontece a nível global e, principalmente, aqui no Brasil.

VONTADE DE CRESCIMENTO


Meu coração pulsa fortemente
Por nosso crescimento
Torcendo, imensamente, 
pelo sucesso.
Esqueçamos o passado 
e apenas olhemos
Para frente e para o alto.

Caso alguma má
lembrança apareça.
Enxotemo-la para bem longe
dizendo: Ilusão, Ilusão!
Porque, efetivamente,
só o presente existe.
E o futuro como projeção!




RELIGIÃO CÓSMICA


Derivando do latim: religare,  religião é em sua concepção tradicional uma tentativa de ligar as pessoas a Deus, através de uma moral dogmática. Todavia, “precisamos de sangue novo em nossas  veias", quer dizer, precisamos de uma nova concepção da religião, tal como escreveu Einstein, que era um leitor de Spinoza: “A religião do futuro será cósmica e transcenderá os dogmas e a Teologia”. De acordo com Spinoza, "todas as coisas existem e estão em Deus”, o amor é uma alegria e fonte de alegria:"Todas as coisas que dão alegria são boas” (Ética, IV, prop. 30). Desse modo, podemos dizer que a religião é considerada uma coisa odiosa, apenas quando  dissemina: venalidade, ódio, violência, hipocrisia, etc., sendo que nesse caso não pode mais ser considerada religião, e sim puro fanatismo.


PARADOXO SOCIAL


Quanto mais enfraquecida se torna uma sociedade, tanto maior será o número de leis. Quanto mais coesa e forte, menor será o número de leis para regê-la.

NIETZSCHE E A RACIONALIDADE

Qualquer hipótese de uma autonomia da Razão é para Nietzsche, uma ilusão. A concepção tradicional, usada pela racionalidade, através do  conceito de consciência, do cogito ou do eu-penso é uma manifestação superficial e algo de secundário. Nietzsche segue o fio condutor de Leibniz, afirmando: “a consciência é tão-só um accidens (acidente) da representação, não o seu atributo necessário e essencial; que, portanto, isso que denominamos consciência constitui apenas um estado de nosso mundo espiritual e psíquico e de modo algum ele próprio” (Gaia Ciência-357). As nossas representações, feitas através do pensamento consciente, são manifestações de uma raiz mais profunda de forças denominada por ele de "Vontade de Potência", ficando impossível de delimitar as fronteiras da consciência, não sendo, portanto, atributos do ser que pensa, são atributos das forças que agem à  revelia do nosso querer consciente, atuando através de suas "razões" inconscientes de maneira necessária.

LEMBREMOS SEMPRE!


Que sempre nos
 lembremos!
O ser que se compraz 
em Amar
Nunca esquece!

O esquecido é
tormentoso e
inautêntico.

As horas, os dias...
enfim: a Vida.
Só ganham autenticidade
com Amor .

E através do Amor
ela se constrói
Autêntica e Bela!

FELICIDADE - Alegria e tristeza


Na concepção de felicidade avaliada por Nietzsche devemos evitar qualquer ligação que possua algum objetivo utilitarista e finalista. Para ele felicidade é: “O sentimento que o poder (potência) cresce, de que uma resistência é superada" (Cf. AC §2).
Felicidade é, também, o compartilhamento da alegria usado no prólogo do Zaratustra referindo-se a parábola do Sol:"Grande Astro! o que seria de tua felicidade se te faltassem aqueles que iluminas? "(Nietzsche, Z: p.13, Ed. Vozes).
Enfim, para Nietzsche, felicidade está relacionada tanto à alegria quanto à tristeza tendo em vista a total adesão ao mundo da vida relacionada ao: Trágico, Eterno retorno, Amor fati e a Transvaloração de todos os valores.


SCHOPENHAUER E A EUDAIMONIA (FELICIDADE)


Vamos obter através do livro de Arthur Schopenhauer: Aforismos para Sabedoria da vida, uma perspectiva admiravelmente atual sobre o que é preciso para ser feliz. A questão da felicidade realmente tem incomodado a humanidade desde os tempos mais remotos. Afinal, foi um dos primeiros problemas que os primeiros filósofos gregos colocaram. Eles chamavam de Eudaimonia, ipsis litteris: (um demônio bom). Um termo que engloba a prosperidade e boa fortuna, bem como a felicidade. A questão incomodou Arthur Schopenhauer, também, porque ele foi infeliz durante sua toda sua juventude e ao se tornar maduro escreveu esse ensaio, onde apresenta seus pensamentos sobre o assunto. Ele tenta definir o que é felicidade e verificar como a vida deve ser vivida a fim de alcançá-la, dizendo que as bênçãos da vida podem ser divididas em três categorias, já antes vistas por Aristóteles, que pensava que elas podem ser classificadas em três categorias: as bênçãos exteriores, as bênçãos da alma e as bênçãos do corpo. Para Schopenhauer, Aristóteles estava no caminho certo. Primeiro e acima de tudo, há personalidade, ou "que homem é”. Personalidade não é apenas seu personagem; abrange também sua saúde, força, beleza, temperamento, perspectiva moral, inteligência e educação. Esses atributos são geralmente determinados pela natureza, e como tal, eles são muito significativos para reger a felicidade humana. Mais importante ainda, a Constituição interna da pessoa, ou "o que ela é feita," desempenha o papel maior na formação de seu bem-estar. Pensemos na saúde: é axiomático dizer que um mendigo saudável é mais feliz do que um príncipe doente. Para Schopenhauer, os maiores prazeres são aqueles da mente. Em suas palavras, "um homem intelectual em completa solidão tem excelente entretenimento em seus próprios pensamentos e fantasias, enquanto nenhuma quantidade ou diversidade de prazer social [...] pode afastar o tédio os homens comuns.” 
A segunda categoria é a Propriedade, ou “o que um homem tem, ou seja, propriedades e posses em todos os sentidos a Riqueza material pode satisfazer as necessidades reais e básicas, mas isso não vai nos dar nada além-mais do que isso”. Nunca vai realmente nos completar ou compensar a falta de riqueza interna, é justamente por isso, que pessoas ricas, embora materialmente bem por fora, não são particularmente felizes internamente. Finalmente, há o que representamos, quer dizer, como nós somos vistos pelos outros. Uma pessoa interiormente rica, ao contrário de um tolo, vai prestar pouca atenção as opiniões dos outros, ela apenas vai viver sua vida. Agora vamos olhar para cada bênção mais detalhadamente. A Felicidade humana depende da saúde física, dos dons e dos prazeres da mente. Vamos começar com a primeira das três categorias distintas que compõem as bênçãos da vida: A personalidade. Nós sempre iremos carregá-la conosco, não importa aonde iremos ou o que fazemos. Portanto, quem somos nós, é realmente muito importante. Uma parte crítica da personalidade é a saúde, se somos saudáveis, é mais provável encontrar prazer nas coisas. Se não somos saudáveis, quase nada nos agrada.
Aristóteles colocou a questão muito bem, quando ele disse, "a vida está no movimento". Ou seja, se queremos permanecer saudáveis, temos que fazer um pouco de exercício todos os dias, além de ter uma mente ativa, que também é um requisito principal. Além de saúde, os dons do espírito são importantes para determinar a felicidade humana. Uma famosa frase do velho testamento – "a vida de um tolo é pior que a morte" – Se alguém teve a sorte suficiente para ter sido dotado de uma boa capacidade intelectual, então, esse alguém deve levar uma vida intelectual. Dessa forma, sua mente será mantida ocupada e isso, já um bom motivo para não se preocupar com o tédio, haja vista que uma mente fértil e rica vai enxergar a beleza mais longe, enquanto um tolo é preso com o que está na frente dele. Schopenhauer faz uma consideração sobre Goethe e Lorde Byron, dizendo que a fertilidade de suas mentes lhes fornecia riqueza interna e a feliz autossuficiência para agirem criativamente felizes. Por outro lado, se nossa mente está vazia, então é mais provável que iremos procurar diversões vazias e muitas vezes dispendiosas para afastarmos o tédio. Schopenhauer é bastante incisivo. Para ele, "um homem é sociável somente no grau em que ele é intelectualmente pobre e geralmente vulgar”. Sua riqueza determinará o que você espera da vida, e talvez ela vá trazer liberdade também, dependendo do grau de discernimento. Agora examinaremos a segunda categoria, Propriedade, ou seja, "o que um homem tem”. Mais uma vez, Schopenhauer segue o caminho dos Gregos e diz que Epicuro dividiu as necessidades humanas em três partes. Especificamente, estas são as posses que devemos saciar ou reprimir certos sentimentos. Primeiro, existem necessidades naturais e necessárias. Estes incluem comida, abrigo e roupas. Sem eles, estaríamos em um estado de sofrimento. Em segundo lugar, há as necessidades naturais, mas desnecessárias – ou seja, todas as coisas que gratificam os sentidos. Estas podem ser difíceis de satisfazer. Finalmente, existem as luxurias que não são nem naturais nem necessárias. E como elas não existem por si, é as mais difíceis de satisfazer. Naturalmente, há um pouco de sobreposição entre as três categorias, porque somos todos diferentes. O que uma pessoa considera um luxo, por exemplo, pode ser considerada uma necessidade natural, mas desnecessária por outra pessoa. Uma vez que estamos bem alimentados, vestidos e em estado de segurança, todos nós temos diferentes ideias do que é e do que não é "necessário". Além disso, temos a tendência para não esperar mais do que pensamos do que é possível obter. Por exemplo, nós não iremos notar a perda de uma roupa luxuosa se nunca tivemos uma. Mas se nós estamos acostumados com a elegância, então nós poderemos ficar atormentados por sua falta. Isto explica por que alguém que nasce com uma grande fortuna, geralmente tende a cuidar melhor do que alguém que adquiriu riqueza. Se você é rico desde o nascimento, você verá as riquezas como uma necessidade que você não pode perder. Mas se você viveu sua vida sem elas, nó não iremos nos preocupar em perdê-las. Se nós tivermos sorte de termos nascidos em estado de riqueza, que Schopenhauer chama de um "destino favorável”, então, provavelmente, iremos ser mais livres e nos sentiremos mais responsáveis pelo nosso tempo. Em última análise, isso vai resultar em ter uma mentalidade mais independente, também. Preocupar-se com a reputação é inútil e impede o nosso caminho para a felicidade. O que representamos é a terceira categoria de bênçãos da vida. É tudo sobre como nós aparecemos para os outros. De um modo geral, preocupamo-nos muito sobre a estimativa que as outras pessoas têm de nós. Não conseguimos evitar, embora essa nossa preocupação é completamente desnecessária. Schopenhauer conta que a história de um homem chamado Lecomte ilustra bem o ponto. Depois de conspirar para assassinar o rei francês, ele foi condenado à morte em 1846. Em seu julgamento, ele parecia mais preocupado com sua aparência do que o seu destino. Ele queixou-se que ele não estava usando suas melhores roupas. Mesmo no dia da sua execução, ele estava mais perturbado sobre não ser permitida a barba do que sua morte iminente. Em vez de se dedicar a encontrar algum sentido de paz em suas últimas horas, ele se preocupava com as opiniões de estranhos.
Excessiva atenção para atitudes de outras pessoas é uma loucura, que todos nós estamos suscetíveis. Chamamos de vaidade. Mais do que ser uma característica indesejável, a vaidade é um real impedimento para a felicidade. As opiniões dos outros irão nos desviar de encontrar a paz de espírito e contentamento interior, que são cruciais para uma existência feliz. Segundo o autor, aproximadamente quase metade das ansiedades das nossas vidas podem estar ligadas sobre opiniões das outras pessoas. É uma tarefa muito importante, reduzir esse impulso natural e devemos dizer a nós mesmos para não ouvir ou pensar sobre as opiniões dos outros, para vermos que é uma completa insensatez, assim, nós estaremos um passo mais perto de nos livrarmos dessa perda de tempo. O Orgulho, a vaidade, são pontos fracos comuns, são absurdos. O Orgulho na verdade opera de forma semelhante à vaidade. Mas enquanto o orgulho é uma opinião interiorizada, a vaidade age externamente para o self. A Vaidade adora elogios, e o indivíduo vaidoso só ganha um senso de autoestima ao vencer a boa opinião que os outros têm dele. Em contraste, as pessoas excessivamente orgulhosas têm uma visão inflada de si mesmas, independentemente do que os outros pensam. A forma mais básica e mais improdutiva de orgulho é o orgulho nacional cego, acrítico. Se nós estamos restringidos a celebrar o nosso país, provavelmente nós temos algumas qualidades admiráveis de nós mesmos. A trombeta da superioridade de nossa nação é bobagem, na melhor das hipóteses, e só é feita por pessoas para compensar sua própria inferioridade. Afinal, nem toda nação pode ser superior a todas as outras, embora cada uma tenda a acreditar na superioridade de sua nação. Agora vamos dar uma olhada no status social, que é tão ruim quanto orgulho. O "ranking social" é uma arma do Estado. Ele falsamente informa as opiniões das pessoas em geral para mantê-las em seus lugares. Como tal, a instituição através do ranking social ampara o Estado com uma grande quantia. Isso, talvez, significa que os funcionários públicos recebem muito menos do que lhe que são devidos, porque eles estão supostamente também "compensados" pelo posto que ocupem. O Ranking social é realmente uma fraude, porque seu valor depende de uma convenção arbitrária, artificial. Devemos respeitar uma pessoa por causa de quem ela é, e não por causa do teórico ranking social que ela detém. A noção de honra decorre de uma característica humana primitiva. Todos nós gostamos de imaginar que somos membros úteis da sociedade. Com efeito, se algum intrometido indelicado marchou até nós e disse que éramos inúteis, provavelmente pensaríamos que nossa honra foi atacada. Há dois lados para homenagear: um é o objetivo; o outro, subjetivo. Honra objetiva é a opinião que os outros têm de nós, por outro lado, a honra subjetiva é nossa própria estimativa. Como nós sem dúvida sabemos, a sociedade tende a julgar as pessoas dependendo como são como úteis para a sociedade. A opinião de um cada um conta muito pouco. Então aprendemos a focar nas opiniões dos outros e, portanto, favorecer a honra objetiva sobre honra subjetiva. Além dessas duas categorias de honra que Schopenhauer menciona, existem quatro subcategorias de honra. A primeira é honra cívica. Homenagem cívica é universalmente aplicável. A ideia é que devemos respeitar incondicionalmente os direitos das outras pessoas. Então não há honra oficial que está associada a pessoas no serviço público, tais como médicos, advogados, professores, soldados, etc. Especificamente, é a noção que as pessoas no serviço público devem ser adequadas para o trabalho, porque geralmente acredita-se que a pessoa em um escritório é verdadeiramente qualificada para o cargo e capaz de gerir as suas responsabilidades, então essa pessoa tem uma honra oficial.
Em terceiro lugar, há honra sexual. Isso depende da divisão dos sexos. A honrar dita que uma mulher deve se dar a um homem só em casamento. Por outro lado, a honra masculina requer que ele cuide do casamento em si, conduzindo-o. Finalmente, há honra cavalheiresco, que depende da opinião expressa. Embora pareça ter alguma utilidade para a sociedade como um todo, é apenas um elemento da natureza humana primitiva e não contribui para a felicidade. A coisa sobre a fama de verdade é que você tem que trabalhar para isso. Ao contrário da honra, a fama deve ser vencida. "a fama é algo que deve ser vencida; a honra, apenas algo que não deve ser perdida". O que é interessante sobre fama é que ela quase não tem qualquer conexão para nossa realização pessoal. Pelo contrário, é mais como um eco ou um reflexo de uma grande personalidade. Este é o ponto crítico. Portanto, não é a fama em si que faz você feliz. Em vez disso, é o mérito subjacente que nos faz feliz. Fama é apenas uma articulação dessas qualidades pessoais mais profundas. Da mesma forma, as pessoas não nos admiram por nossa fama sozinha, mas por causa desses atributos que nos fez famoso. Schopenhauer nos consola dizendo, que não devemos nos preocupar se nós nunca alcançarmos a fama, nós ainda possuímos atributos que podem contribuir para nossa felicidade. Além disso, se alguém tem como principal objetivo alcançar a fama, então realmente não há muito nela que vale a pena admirar. Então, devemos nos concentrar nas nossas vidas interiores. Caso tenhamos habilidades intelectuais, devemos o quanto possível superar o convívio com as massas ignorantes. E se já formos dotados com habilidades mentais mais altas, então nossos estudos podem conceder um dom maior e nos colocar entre os poetas ou filósofos. Resumindo, há três aspectos da felicidade: personalidade, propriedade e posição. Personalidade, ou o que está contido em nós mesmos e o que nos dá prazeres da mente, é o mais importante dos três. Propriedade é de menor importância. Ele determina quanta felicidade esperamos na vida e até pode dar-nos algum grau de liberdade. Posição, ou como os outros nos veem, impede a felicidade. Ele coloca muito peso sobre a opinião dos outros. Também é uma perda de tempo se preocupar com isso.




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APRIMORANDO A NOSSA CAPACIDADE DE APRENDIZADO


Antes de tudo, devemos nos preparar para nos sentir vulneráveis durante o processo de aprendizagem, essa é a principal dica que os experts no assunto nos aconselha. Temos que estar prontos e dispostos a aprender, enfrentando nossas próprias vulnerabilidades e falhas durante o processo. Isto pode ser um pouco estranho, mas é uma parte natural do processo de aprendizagem. Quando estamos em uma fase de aprendizagem, sentimos muitas vezes fracos, esgotados ou sem esperanças, perdendo, inclusive o foco. Todos nós aprendemos através da tentativa e erro, desse modo, a melhoria é lenta é difícil. Devemos ser cuidadosos para não duvidar de nós mesmos. Isso pode levar rapidamente a uma espiral descendente, onde nos repreendemos por cada erro, e a possibilidade de alcançar nossos objetivos parece desaparecer em cada turno. Felizmente, é simples de evitar este círculo vicioso; tudo se resume em dar um passo para trás cada vez que nós cometemos um erro. Podemos fazer algumas respirações profundas, jogar água gelada em nossos rostos, ou qualquer coisa que funcione para nós, é vital ter várias técnicas na mão, assim poderá manter nosso fluxo de energia positiva. Fora todas as talentosas e motivadas pessoas no mundo, apenas alguns realmente fazem grandemente. Por quê? Infelizmente, todas as demais pessoas desviam de seus caminhos do êxito depois de um erro. Quando vemos a nossa inteligência, habilidade ou talento como uma entidade fixa: sucesso ou fracasso, isto nos torna muito mais relutantes e paralizados quando confrontados com desafios difíceis, como que acreditássemos que não pudéssemos superá-los, nós simplesmente pensamos que não temos a capacidade de superá-los. A prática é a solução! A prática transforma em intuitivas as técnicas aprendidas. Para a maioria de nós, a incrível velocidade e agilidade de um mestre de xadrez parece completamente inatingível. Mas é realmente? Estes mestres simplesmente têm treinado tanto que chegaram o ponto de jogar intuitivamente. Nós também podemos obter esta habilidade através da prática constante. “A prática faz a perfeição”. Quaisquer informações técnicas, de padrões estratégicos, podem nos fazer sentir com uma inteligência natural, instintiva, se nós praticamos e aplicamos o suficiente. Por exemplo, todos os principiantes de xadrez descobrem que as peças têm equivalentes numéricos – Uma Torre vale mais em torno de cinco peões. No início, os jogadores contarão os equivalentes em suas cabeças, mas essa evaluação tende a parar, uma vez que eles conseguem melhorar o seu nível de habilidade. O que acontece? Bem, algo que uma vez foi visto matematicamente é agora sentido intuitivamente. E uma vez que determinados padrões se tornam intuitivos é quando, realmente, a diversão começa. Jogadores de xadrez qualificados são capazes de jogar com padrões, fazendo pequenos ajustes para confundir seus adversários e obter vantagens. Um padrão fundamental ou princípio no xadrez é controle do centro, no qual um jogador que domina no meio de um tabuleiro de xadrez tem a vantagem estratégica. O maior benefício do treinamento para a intuição, no entanto, é ser capaz de libertar a sua mente consciente. Quando não temos que se lembrar de como funcionam certos padrões, podemos ampliar diferentes detalhes. Imaginemos que estejamos num estado de concentração perfeita – e de repente, um barulho ou quaisquer tipos de distrações. Não deveríamos levar essas coisas em consideração. Os maiores treinadores e professores tem a certeza de que quando reagimos a interrupções com a irritação, stress ou raiva, significa que estamos em uma zona difícil. Nestas situações, nós precisamos que o mundo deva cooperar conosco e o nosso estado de espírito atual. Mas o mundo simplesmente não funciona dessa maneira! Nós devemos ser capazes de funcionar mesmo em circunstâncias adversas. Devemos cultivar nossa resistência mental, colocando-nos deliberadamente em situações que desafiam nossa concentração. Ao desafiarmos nosso seu cérebro, podemos apenas torná-lo mais hábil. Devemos aprender técnicas de recuperação eficiente para melhorar nosso desempenho.Todos nós sabemos que realizamos nosso melhor após uma boa noite de sono. Apesar disso, muitas vezes é muito tentador para sacrificar um pouco e estudar noite adentro, em vez disso. Resistamos! Está mais do que provado que descanso insuficiente conduz ao pensamento repetitivo, ineficaz e impreciso. Por quê? Porque nossa mente só é capaz de se concentrar em uma coisa por um tempo limitado. Depois de descansar, nossas mentes são mais capazes de um estado de concentração poderoso. Quanto mais capaz de limpar sua mente dentro de um intervalo, o melhor será seu desempenho ao retornar. Grandes Mestres podem realmente fazer recuperações mentais em pouco período de tempo, tão curto como um minuto intervalos entre xadrez corresponde rodadas. Psicólogos Cogotivos descobriram que a capacidade de relaxar, momentos de inatividade é um factor decisivo no progresso em direção a se tornar um expert. Desse modo, como nós poderemos praticar nossas recuperações? Consideremos fazer um treinamento intervalado, executando uma série de exercícios curtos, de alta intensidade com descansos regulares distribuídos. Pesquisadores descobriram que há uma conexão fisiológica entre treinamento intervalado cardiovascular e a capacidade de rapidamente liberar o estresse e recuperararmos de um esgotamento mental. Com treinamento intensivo terá melhor resistência, ajudando você a relaxar mais eficazmente quando você mais precisa. Devemos criar uma rotina podemos conseguir nosso melhor desempenho. Pensemos por um momento, em uma situação ou atividade, durante o qual nós tivermos o foco completo e sereno – momentos que nos fazem sentir como nada mais no mundo existe. Se repetirmos essa rotina todos os dias, iremos cria uma poderosa conexão fisiológica entre a rotina e o desempenho. Para concluir, com uma prática constante, os mestres desta técnica de alcançar um estado onde, só pensando em uma parte da rotina, dizem que já acionamos nosso estado de pique emocional, para atuarmos em alta.








O QUE É SER RADICAL?


Ao contrário do que pensa o senso comum, ser radical não é ser extremado. Ser radical é tentar conhecer as coisas pela raiz, e através da natureza profunda das coisas, tentar aprofundar ainda mais para conhecer melhor. Ser radical é tentar saber conceitualmente o que está "enraizado", e assim, proceder de modo não extremado, porque busca aprofundar para conhecer melhor através do debate, da crítica, etc. Para tal, podemos usar vários procedimentos metodológicos para tentar uma melhor compreensão do que está "enraizado"  e em processo de investigação.Eis a meta: desenraizar para  enfim, não ser "radical". Um método eficaz é o método genealógico que foi utilizado por Nietzsche aos valores estabelecidos, que foram refundamentados para serem melhor compreendidos.

NECESSIDADE DE SILENCIAR A MENTE


O excesso de dúvidas em nossa mente, coisa muito comum em nosso mundo, perturba nossos relacionamentos como um todo. Temos que minimizar ao máximo essas dúvidas e permitir que a magia natural que existe em nós possa fluir naturalmente e, assim, atingirmos uma maior união, permitindo a possibilidade de bons relacionamentos.