David Hume,escreveu em seu principal livro , entitulado: Tratado da
Natureza Humana " só podemos ser filósofos sobre princípios
céticos". Onde podemos concluir que o espírito dogmático é anti-filosófico por excelência, porque
reduz a multiplicidade do Mundo da Vida a um único princípio que poderia
explicar todas as coisas, matando exatamente o livre exercício do pensar e, por
consequência, a Filosofia.
2026 YEARS OF THE INAUTHENTIC CALENDAR! WELCOME TO THE HIGHWAY OF THINKING IN MULTIPLE WAYS.AN OUTSIDER ! UP TO THE TOP!
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O GRANDE DISCERNIMENTO DE W. BLAKE
As canções de inocência e
experiência de Blake (1794) sobrepõem o mundo inocente e pastoral da infância
contra um mundo adulto de corrupção e repressão; enquanto poemas como "o
cordeiro" representam uma virtude de mansidão, poemas como "o tigre
" mostra oposição, forças mais negras. A obra como um todo explora o
valor e as limitações de duas perspectivas diferentes no mundo. Muitos dos
poemas caem em pares, de modo que a mesma situação ou problema é visto
através da lente da inocência em primeiro lugar e depois sob a ótica do
experimentar. Blake não se identifica totalmente com qualquer visão; a maioria
dos poemas são dramáticos, quer dizer, na voz de um orador que não seja o
próprio poeta. Blake está fora da inocência e experiência, em uma posição
distante da qual ele espera ser capaz de reconhecer e corrigir as falácias de
ambos. Em particular, ele se opõe à autoridade despótica, à moralidade
restritiva, à repressão sexual e à religião institucionalizada; seu grande
discernimento está na forma como esses modos separados de controle trabalham
juntos para silenciar o que é mais sagrado nos seres humanos.
PARA SER MAIS
A cada manhã quando levanto.
Penso em um plano para o dia.
O amor está na base,
com a devida proporção
em várias perspectivas.
Espalho o Amor que vai
fazer-nos errar menos
e ser mais.
Em breve estarei com você,
estaremos rindo,
mudando o tempo em nossa direção.
Chegando a um acordo com as
expressões estabelecidas.
A atração veio até nós!
Vamos segui-la em direção
a uma nova liberdade encontrada!
UMA NEFASTA CONSEQUÊNCIA DO CAPITALISMO DEVASSO
Podemos afirmar que a falta de trabalho é criada,artificialmente, pelos que tem interesse em dispor de uma enorme reserva de mão-de-obra para aceitar qualquer condição que beneficie qualquer tipo de capitalismo desenfreado.
NOVOS DIAS
Está tudo bem!
Os dias de dança
estão voltando.
De novo na estrada
uma nova música
faz-me bem e
alegre novamente.
Sempre faço o
melhor que posso.
Chegou o momento de
uma pausa.
Plantar novas sementes,
para espalhar as raízes
de minha liberdade.
RENOVAÇÃO
A cada dia
a vida nos renova.
A amizade , o amor,
ressurge de modo inusitado,
superando tentativas vis.
A atração nos renova
para novos encontros.
Livres estaremos
para novos anseios.
Sem empecilhos,
brotaremos renovados
para mais uma comunhão.
Celebrando novos momentos
descomunais.
REALIZAÇÕES
Realizar nossos projetos
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.
E ao entardecer
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.
Adentrar a noite,
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.
Um estado mais elevado,
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto as estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.
O AMOR
O tema sobre o amor,sempre inspirou poetas e filósofos de
todas as épocas. "Amar é regozijar-se" escreveu Aristóteles, na Ética
a Eudemo.Podemos afirmar que o amor está relacionado intrinsecamente com a
felicidade. Para Nietzsche, o amor nos faz amar a vida " Amamos a vida não
porque estamos acostumados a viver, mas porque estamos acostumados a
amar"(Frag. Póst.1882). Para Platão, o amor é condição sine qua non da felicidade."A
nossa espécie só poderia ser feliz com uma condição: realizar as nossas
aspirações amorosas"(Banquete).Para P. B. Shelley ,o amor é "aquela
poderosa atração que nos encaminha a tudo aquilo que nós concebemos, ou temos ,
ou esperamos além de nós mesmos"(Sobre o amor). De todas as definições a
mais bela, só poderia ser de um poeta do romantismo alemão, Friedrich von
Hardenberg, conhecido por Novalis," O amor é a finalidade última da
história universal, o amém do universo"(Fragmentos).
ESTAMOS CANSADOS DESSA VELHA POLÍTICA
" Já chega de declarações cúmplices do realismo político quando tudo, à hora atual, exige um nominalismo praticado pelos nietzscheanos, pois eles sabem que as palavras não são atos,os verbos não são gestos,nem a retórica é uma política "(Michel Onfray in: A política do rebelde p.173 ,Ed. Instituto Piaget).
CONHECIMENTO E VERDADE SEGUNDO NIETZSCHE
O conhecimento quando é concebido
como sendo uma correspondência entre crença e realidade é a nossa “maior fábula”,
no entanto, “ a crença em sua verdade” é necessária para a vida como um todo.
Assim, Nietzsche nos apresenta uma noção prática entre verdade e conhecimento em
termos da “vantagem” que as crenças pode nos conferir a fim de satisfazer as nossas
necessidades vitais. Todas as crenças são “erros”, no entanto, nesses erros
podemos distinguir crenças “ sem as quais não poderíamos viver” e assim, “
podemos falar em verdades”, haja vista que o que determina a “verdade”, é o
valor das crenças “para a vida” –“vida” sendo compreendida como “vontade de
potência”.
ETERNA RECORRÊNCIA
Estamos nos
reencontrando
novamente.
Mas não somos
mais os mesmos!
A eterna recorrência cósmica
Nos atrai e nos afasta
Para vivermos o eterno
jogo existencial.
Celebremos, então!
Vida é celebração, aventura
criação de destinos.
Culpa nenhuma há!
Total inocência do devir,
aniquilando todo espírito
de vingança.
Abrindo caminhos para
novas possibilidades.
Um arco-íris nos espera
Sinalizando a ultrapassagem!
reencontrando
novamente.
Mas não somos
mais os mesmos!
A eterna recorrência cósmica
Nos atrai e nos afasta
Para vivermos o eterno
jogo existencial.
Celebremos, então!
Vida é celebração, aventura
criação de destinos.
Culpa nenhuma há!
Total inocência do devir,
aniquilando todo espírito
de vingança.
Abrindo caminhos para
novas possibilidades.
Um arco-íris nos espera
Sinalizando a ultrapassagem!
O ANTI-PLATONISMO DE SPINOZA
Para Platão a vida é uma preparação para a morte , haja vista que para ele, vivemos em um mundo de sombras que terminará com a morte e iremos ascender ao mundo das ideias. Para Spinoza a filosofia de Platão é uma filosofia para escravizar o homem ainda mais e ,mantê-lo nas trevas da escravidão , porque o faz refletir não sobre a vida mas sobre a morte.Vejamos a citação de Spinoza:" O homem livre em nada pensa menos do que na morte, e seu saber não é uma meditação sobre a morte, mas sobre a vida".(ÉTICA, 4 , Prop. 67).
ECONOMICISMO PARALISANTE
Todas as coisas estão em movimento; portanto, tudo o que
congela ou fixa uma força, de um modo permanente, deve ser considerado
negativo, segundo uma assunção radicalmente Heraclitiana. Desse modo, devemos
assumir nosso "devir revolucionário" contra a fixidez do economicismo!
EXPLICAÇÃO DEDUTIVO-NOMOLÓGICA
Um enunciado qualquer é considerado dedutivo-nomológico, quando não se refere a nada particular,contingente e, expressa uma lei fundamental ou deriva dela em conjunção com outros enunciados teóricos.
O CRITÉRIO DE NELSON GOODMAN
O critério de Nelson Goodman para distinguir uma verdadeira lei de uma simples generalização acidental surge porque um enunciado deve implicar ou caracterizar a afirmação de condicionais contrafactuais, quer dizer, com um enunciado condicional no qual intervém a noção de possibilidade. A análise de condicionais contrafáticos não é, segundo ele, um mero exercício gramatical. Da interpretação de condicionais contrafáticos dependem definições satisfatórias da lei científica da confirmação e dos termos disposicionais.
CAUSAS NÃO ! CONSEQUÊNCIAS
Na grande maioria das vezes, tudo o que acontece conosco são consequências.
AUTENTICIDADE NECESSÁRIA
Se considerarmos que ,para a autenticidade de nossas vidas ,
esse mundo como o único , não vale ficar pensando sobre vidas passadas ou
futuras, tendo em vista que isso são formas de escapismo e de
"sono".A nossa busca da verdade nos requer estar sempre alertas
,sempre no caminho .O despertar ,para um estado numinoso deverá ser atingido
nessa vida, nem que seja no momento de nossa morte.
MUDANÇAS NECESSÁRIAS
O caráter de mudança constante da
vida nos faz sofrer se nos apegamos às coisas, e não permitirmos que as mudanças
ocorram. Quando aceitamos essa perpétua mudança, nós mesmos nos sentiremos mais
confiantes, enfrentando na medida do possível, o que der e vier.
SILENTES VIVÊNCIAS
Em verdade, todos os nossos grandes momentos não podem ser descritos através da linguagem, nem muito menos compartilhados de modo objetivo.
SEM REMORSOS
É melhor inventar um renovado amanhã com novos sonhos e objetivos, do que ficar pensando se o que aconteceu "ontem", foi o que realmente deveria.
ATUALIDADE DO ILUMINISMO – AUTONOMIA
A atualidade que podemos conceber ao Iluminismo, se relaciona com a autonomia e sem ela não se pode filosofar , estando desse modo, intrinsecamente ligada ao nosso tempo porque buscamos sempre o SAPERE AUDE, “pensar por si mesmo”,"ousar saber". A autonomia de pensamento revolucionou tanto a vida do indivíduo, quanto das sociedades. O combate pela liberdade de pensamento continua atual, isto é, aceitar que o homem seja fonte de sua lei é considerada uma proposta imortal. Exigir autonomia implica em uma transformação constante das sociedades políticas em um busca para que haja uma "humanidade universal". Enfim, se desejarmos encontrar um apoio no pensamento Iluminista para enfrentar nossas atuais dificuldades temos que atingir a autonomia no pensar e no agir, em um movimento que nunca para.
A VIDA COMO VALOR FUNDAMENTAL
Diante da impossibilidade de afirmar categoricamente a existência ou a não existência de Deus, Nietzsche proclama que um caminho para a "salvação" seria sair do impasse do niilismo passivo ,através da afirmação incondicional da vida de modo ascendente, intenso,exuberante,fecundo, através da constante criação e transmutação de valores."A vida mesma nos obriga a instaurar valores, a vida mesma valora através de nós quando instauramos valores..." (Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos, Moral como Contranatureza, §5, p.42, Ed. Relume Dumará).
NIETZSCHE : SUJEITO, CONHECIMENTO
Nossos pensamentos, sentimentos, desejos, etc., não existem
separadamente em domínios exclusivos. O conhecimento é um "horizonte"
mutável de forças que nós transmutamos e que se corporificam em nós
através da vontade, fazendo de nós seres pensantes que valoram e dão forma a esses
múltiplos impulsos. Para ele, o conhecimento deveria ser uma atividade que
servisse à vida , não possuindo qualquer legitimação transcendente. São as
necessidades de conservação e preservação da espécie humana, que através de
metáforas cria um mundo antropomórfico a nossa imagem e semelhança.
"O sujeito(ou, falando de modo mais popular , a alma) foi até o momento o mais sólido artigo de fé sobre a terra, talvez por haver possibilitado à grande maioria dos mortais, aos fracos e oprimidos de toda a espécie, enganar a si mesmos com a sublime falácia de interpretar a fraqueza como liberdade, e o seu ser-assim como mérito(Nietzsche, GM I,§13, p.37 , Cia das Letras).
A ideia de um sujeito como substância pensante, que produz conhecimento é uma ficção que esconde uma pluralidade de forças em luta,onde a linguagem reduz essa multiplicidade efetiva, criando a noção de um sujeito, levando a uma simplificação e a consequente má compreensão de sua filosofia, ao invés de considerar o "sujeito" como um "efeito", uma perspectiva, e assim assumir a multiplicidade complexa da vida como um "jogo de forças".
"O sujeito(ou, falando de modo mais popular , a alma) foi até o momento o mais sólido artigo de fé sobre a terra, talvez por haver possibilitado à grande maioria dos mortais, aos fracos e oprimidos de toda a espécie, enganar a si mesmos com a sublime falácia de interpretar a fraqueza como liberdade, e o seu ser-assim como mérito(Nietzsche, GM I,§13, p.37 , Cia das Letras).
A ideia de um sujeito como substância pensante, que produz conhecimento é uma ficção que esconde uma pluralidade de forças em luta,onde a linguagem reduz essa multiplicidade efetiva, criando a noção de um sujeito, levando a uma simplificação e a consequente má compreensão de sua filosofia, ao invés de considerar o "sujeito" como um "efeito", uma perspectiva, e assim assumir a multiplicidade complexa da vida como um "jogo de forças".
COMPROMETIMENTO DOGMÁTICO DUALISTA
Nossa cultura foi ,completamente ,comprometida com o pensamento dogmático da existência de um além mundo (Platonismo), onde prevalece uma pré-reflexão , um pré-juízo da visão do eu como substância: fixa , eterna, indo ,inclusive, até a própria experiência da nossa individualidade , porque acreditamos possuir um eu, concebido como unidade imaterial.Temos como consequência disso, uma desvalorização do mundo efetivo. Segundo Nietzsche: " Para que o além, senão fosse um meio de denegrir o aquém ?..."(NIETZSCHE, C.I. , §34, p.83. Cia das Letras).
PARA O ALTO
Oremos e vigiemos, a todo o momento, sempre!
Sejamos dignos da glória de Deus, da Vida, etc. não importa
o nome, sou nominalista!
Vivamos pelo bem que possamos fazer.
Fazendo bem para estarmos bem.
Iluminando a nossa consciência cada vez mais. Afinal, como
disse Nietzsche, ela não é uma "grandeza fixa", podemos
expandi-la, através de vários métodos. Não há um caminho, há caminhos
múltiplos!
Para o Alto. Alpa, Alpa!
TEORIAS CIENTÍFICAS NÃO PODEM SER PROVADAS- CONSEQUÊNCIAS
Já há algum tempo,sabemos que é inexequível a garantia que algum dia não se descobrirá um novo fenômeno que venha a contradizer alguns dos princípios que até então eram válidos universalmente. Entretanto,existem algumas teorias que estão muito bem validadas por uma quantidade enorme de fatos, que por sua vez,é pouco provável conceber que essas sejam falseadas.Todavia, essa possibilidade é totalmente inerente e indissociável de qualquer teoria que tem o estatuto de científica , não devido aos fatos, mas às ideias associadas a elas.
A VIDA COMO VALOR MAIOR
Para Nietzsche,a vida representa o fundamento a priori de
todas as coisas,em uma multiplicidade dinâmica.Quando ele ,seguindo o espírito
de sua época,disse que "Deus estava morto" e que "nós éramos os
seus assassinos " ,se referia ao Deus concebido de modo
antropomórfico.Para ele, Deus seria o " ápice da Vontade de Potência
" ,o ponto mais elevado da vida.
INTERIORIDADE CRIATIVA
O mundo "exterior" deve ser "abandonado”,
porque através dele há um enfraquecimento das nossas capacidades criadoras e,
como consequência, um aniquilamento de nossa interioridade, que é a nossa maior
morada.
UM ÚNICO PROBLEMA ? PERGUNTA-SE!
Atualmente, temos que perceber que só há,praticamente, um
único problema: Superpopulação, todos os outros são consequências.
O VÉU TELEVISIVO/MIDIÁTICO
Em seu ensaio "Sobre a televisão" ,o filósofo e sociólogo: Pierre de Bourdieu, desvelou os mecanismos televisivos, mostrando as estruturas manipuladoras que convidam os telespectadores a uma "dramatização" dos fatos ocorridos, tirando-os o senso crítico, levando-os a um pensamento rápido,acrítico e manipulado. A televisão,concluiu ele: ao mostrar, oculta, esconde .Ela mostra as banalidades e as contingências , escondendo as nossas necessidades mais urgentes.Podemos acrescentar que ,atualmente, essas manipulações ocorrem com a mídia em geral.
AUTENTICIDADE
A autenticidade é uma marca principal da filosofia de Nietzsche, ele tinha um grande respeito por si , pela vida,porque a considerava como fundamento para a criação de valores. Justamente por isso, levava uma vida com seriedade porque buscava um modo de viver correto e exemplar , na justa medida de suas circunstâncias existenciais. Para ele, pouquíssimas pessoas poderiam levar vidas verdadeiras e autênticas, "nós os raros" , "nós os verdadeiros" , "nós os hiperbóreos", exclamava ele!
PASSOU DA HORA DE ACORDAR
É chegada a hora de um novo: "Crepúsculo dos Ídolos". A grande maioria dos: políticos, mídias , esportistas , artistas , comediantes , ratos imundos dos bastidores do poder, etc. (Essa lista é enorme).Eles estão nos chamando de imbecis,imbecis! A grande maioria das pessoas ainda não percebeu isso,porque estão anestesiadas,doutrinadas, alienadas. Vamos evitar : A tomada de nosso país que já vem em curso,sub-repticiamente, há anos ,através do estabelecimento de um Poder Global.
AS TRÊS GRANDES HUMILHAÇÕES FEITAS AO HOMEM
Freud detectou três principais humilhações feitas ao ser humano na cultura
ocidental: a primeira foi através de Copérnico, quando constatou que o sol não
girava ao redor da terra; a segunda foi através de Darwin, quando ele
descobriu que o Homem descendia de um ancestral comum; a terceira foi
executada pelo próprio Freud,quando da "descoberta" do inconsciente,
onde o próprio Homem não era mais senhor em sua própria casa, porque a
consciência era apenas uma pequena parte, de um todo que repousava na
inconsciência.
Parte superior do
formulário
A TAREFA DO FILÓSOFO SEGUNDO NIETZSCHE
" Que deve fazer o filósofo? No meio do formigar, acentuar o problema da existência,
sobretudo problemas eternos.O filósofo deve reconhecer o que é necessário e o artista deve criá-lo. O
filósofo deve simpatizar o mais profundamente possível com a dor universal:
cada um dos velhos filósofos gregos exprime uma miséria: aí, nessa lacuna,
insere o seu sistema. Constrói o seu mundo sobre essa lacuna". (NIETZSCHE, O
livro do filósofo, §27, p. 25, Ed. Rés).
Nietzsche, nesse aforismo exprime umas das tarefas dos filósofos-artistas , ou seja, ele enfatiza que há um
problema fundamental na existência , que é justamente a bipartição do mundo em
sensível e inteligível criada pelo
Platonismo , como também , distinguir a necessidade de separar o contingente do
necessário.Assim, faz-se necessário dar peso ontológico ao mundo, pela aceitação da dor existencial, que é o aspecto trágico/dionisíaco , através do "Eterno retorno de todas as coisas".
PENSAMENTO E VIDA
A filosofia de Nietzsche é interpretativa por excelência.
Para ele, o conhecimento é perspectivista , quer dizer, nunca devemos
absolutizar ou categorizar os conceitos usados por ele ao longo de sua obra. A
sintonia direta com a vida representa ,segundo ele, o início da
"verdadeira" filosofia" , porque o autêntico filósofo é aquele que faz
experiências com a vida, não separando ,portanto, pensamento e vida.Todo o academicismo
representa um sintoma que a vida declinou e colapsou com a vida prática
separando-se dela, tornando-se puramente teórica.
NIETZSCHE E A REDENÇÃO
Tendo em vista a impossibilidade de separar o real em dois
planos ontologicamente distintos, ou seja, mundo sensível e mundo inteligível,
Nietzsche faz um esforço de reinscrever a experiência do sagrado propondo o “Eterno
Retorno de todas as coisas” como realização da “Morte de Deus”, onde o mundo apresenta-se ausente
de uma instância metaempírica, quer dizer, o mundo passa a vigorar inteiramente
na superfície dos fenômenos que são uma expressão da Vontade de Potência, sendo
compreendida como o “caráter inteligível do mundo” (Cf.ABM§36). A redenção
acontece na elevação da vontade de potência criadora e do tempo como “Eterno
Retorno”: “ Tudo o que “foi” é fragmento e enigma e espantoso acaso, até que o
querer criador declare: “Mas eu o quis assim”. Até que o querer criador
declare: “ Mas é assim que eu quero, e hei de querer assim”.(Cf. Zaratustra 2ªparte,Da
redenção,). Podemos afirmar que o que move Nietzsche é a possibilidade da “salvação”
não mais em um além mundo, sua proposta é dotar o real com um total peso ontológico,
onde a “Redenção” se consumaria com o ideal do além-do-homem, que faz do tempo
a casa do sagrado, da redenção do tempo no aqui e agora, com a afirmação incondicional dos instantes.
CAUTELA PARA COM QUEM NOS REPRESENTA
Com a finalidade de se identificar com qualquer grupo,
associação, etc. dizendo:“eu sou o grupo”, “eu represento essa associação”,"eu sou o povo" etc. os representantes
se anulam em nome do grupo, da associação ,etc. Contudo, há uma "usurpação" com
ares de modéstia, de família , próprios de todos os líderes. Eles se apropriam
da autoridade do grupo, da associação,do povo, ao reduzir-se a esses que o autorizam.
Por esse motivo, devemos ter muito cuidado com todos os tipos de líderes: religiosos,
políticos, sociais, etc. com a finalidade de evitar uma espécie de má-fé
inerente a sua sutil “usurpação”.
REALIZAÇÕES
Realizar nossos sonhos
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.
E ao entardecer
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.
Adentrar a noite,
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.
Um estado mais elevado,
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto às estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto às estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.
NIETZSCHE E A HISTÓRIA
Na Segunda Consideração Intempestiva, Nietzsche faz uma
crítica ao excesso de conhecimento histórico na sua relação com a vida. Apesar
do Homem não poder viver sem história, faz-se necessário e salutar um modo de
vida em que o Homem possa viver a-historicamente, porque a própria vida depende
do esquecimento. A história apenas faz sentido se tiver uma relação relacionada
com a vida. Existe uma relação entre: Esquecimento, Vontade, Instante, Passado
e Força histórica. Tanto a vida histórica quanto a não histórica estão
demarcadas pelo Tempo, através da História ocorre a fixação do Homem diante do Devirá
proposta de Nietzsche é a de criar um novo modo de ser do homem diante da
História através da Força Plástica ativa, quer dizer, o poder de crescer em si
e a partir de si mesmo e de cicatrizar feridas; ela dá a medida com relação a
consideração ou o desprezo pela história onde se faz necessário dar o salto (Abstrung)
percebendo que a história não tem finalidade. A "filosofia" é um
percurso de Platão até Hegel, inicia-se com a ideia de Bem de Platão e termina
com o "conceito que pensa a si mesmo”, com a concepção de Absoluto de
Hegel. A crítica de Nietzsche é ao historicismo e não a história em si mesma,
porque ele a considera como reino do "acaso" onde existe uma
Tragicidade e não uma Teleologia. Por isso, Nietzsche tenta resgatar a
sabedoria dos filósofos antes de Sócrates, onde o tempo era considerado como
Eternidade (Aión) e também não havia uma esfera transcendente porque a (Natureza)
Physis abrangia tudo.
DISCÓRDIAS INÚTEIS
Quanto mais discordância entre as pessoas mais longe ficarão da "verdade". Discórdias, na maioria das vezes, geram apenas discórdias. Temos que
perceber que há uma deturpação das informações a nível global. Quanto mais
fraca educacionalmente é uma sociedade mais prolifera os valores de rebanho,
gerando uma cultura de massa. Isso é, justamente, o que acontece a nível global
e, principalmente, aqui no Brasil.
VONTADE DE CRESCIMENTO
Meu coração pulsa fortemente
Por nosso crescimento
Torcendo, imensamente,
pelo sucesso.
Esqueçamos o passado
e apenas olhemos
Para frente e para o alto.
Caso alguma má
lembrança apareça.
Enxotemo-la para bem longe
dizendo: Ilusão, Ilusão!
Porque, efetivamente,
só o presente existe.
E o futuro como projeção!
RELIGIÃO CÓSMICA
Derivando do latim: religare, religião é em sua
concepção tradicional uma tentativa de ligar as pessoas a Deus, através de uma
moral dogmática. Todavia, “precisamos de sangue novo em nossas veias",
quer dizer, precisamos de uma nova concepção da religião, tal como escreveu
Einstein, que era um leitor de Spinoza: “A religião do futuro será cósmica e
transcenderá os dogmas e a Teologia”. De acordo com Spinoza, "todas
as coisas existem e estão em Deus”, o amor é uma alegria e
fonte de alegria:"Todas as coisas que dão alegria são boas”
(Ética, IV, prop. 30). Desse modo, podemos dizer que a religião é considerada
uma coisa odiosa, apenas quando dissemina: venalidade, ódio, violência,
hipocrisia, etc., sendo que nesse caso não pode mais ser considerada religião,
e sim puro fanatismo.
PARADOXO SOCIAL
Quanto mais enfraquecida se torna uma sociedade,
tanto maior será o número de leis. Quanto mais coesa e forte, menor será o
número de leis para regê-la.
NIETZSCHE E A RACIONALIDADE
Qualquer hipótese de uma autonomia da Razão é para
Nietzsche, uma ilusão. A concepção tradicional, usada pela racionalidade,
através do conceito de consciência, do cogito ou do eu-penso é
uma manifestação superficial e algo de secundário. Nietzsche segue o fio
condutor de Leibniz, afirmando: “a consciência é tão-só um accidens (acidente)
da representação, não o seu atributo necessário e essencial; que, portanto,
isso que denominamos consciência constitui apenas um estado de nosso mundo
espiritual e psíquico e de modo algum ele próprio” (Gaia Ciência-357). As
nossas representações, feitas através do pensamento consciente, são
manifestações de uma raiz mais profunda de forças denominada por ele de
"Vontade de Potência", ficando impossível de delimitar as fronteiras
da consciência, não sendo, portanto, atributos do ser que pensa, são atributos
das forças que agem à revelia do nosso querer consciente, atuando
através de suas "razões" inconscientes de maneira necessária.
LEMBREMOS SEMPRE!
Que sempre nos
lembremos!
O ser que se compraz
O ser que se compraz
em Amar
Nunca esquece!
Nunca esquece!
O esquecido é
tormentoso e
inautêntico.
tormentoso e
inautêntico.
As horas, os dias...
enfim: a Vida.
Só ganham autenticidade
com Amor .
enfim: a Vida.
Só ganham autenticidade
com Amor .
E através do Amor
ela se constrói
Autêntica e Bela!
ela se constrói
Autêntica e Bela!
FELICIDADE - Alegria e tristeza
Na concepção de felicidade avaliada por Nietzsche devemos
evitar qualquer ligação que possua algum objetivo utilitarista e finalista.
Para ele felicidade é: “O sentimento que o poder (potência) cresce, de que uma
resistência é superada" (Cf. AC §2).
Felicidade é, também, o compartilhamento da alegria usado no prólogo do
Zaratustra referindo-se a parábola do Sol:"Grande Astro! o que seria de tua
felicidade se te faltassem aqueles que iluminas? "(Nietzsche, Z: p.13, Ed.
Vozes).
Enfim, para Nietzsche, felicidade está relacionada tanto à alegria quanto à
tristeza tendo em vista a total adesão ao mundo da vida relacionada ao: Trágico, Eterno retorno,
Amor fati e a Transvaloração de todos os valores.
SCHOPENHAUER E A EUDAIMONIA (FELICIDADE)
Vamos obter através do livro de Arthur Schopenhauer:
Aforismos para Sabedoria da vida, uma perspectiva admiravelmente atual sobre o
que é preciso para ser feliz. A questão da felicidade realmente tem incomodado
a humanidade desde os tempos mais remotos. Afinal, foi um dos primeiros
problemas que os primeiros filósofos gregos colocaram. Eles chamavam de
Eudaimonia, ipsis litteris: (um demônio bom). Um termo que engloba a
prosperidade e boa fortuna, bem como a felicidade. A questão incomodou Arthur
Schopenhauer, também, porque ele foi infeliz durante sua toda sua juventude e
ao se tornar maduro escreveu esse ensaio, onde apresenta seus pensamentos sobre
o assunto. Ele tenta definir o que é felicidade e verificar como a vida deve
ser vivida a fim de alcançá-la, dizendo que as bênçãos da vida podem ser
divididas em três categorias, já antes vistas por Aristóteles, que pensava que
elas podem ser classificadas em três categorias: as bênçãos exteriores, as
bênçãos da alma e as bênçãos do corpo. Para Schopenhauer, Aristóteles estava no
caminho certo. Primeiro e acima de tudo, há personalidade, ou "que homem
é”. Personalidade não é apenas seu personagem; abrange também sua saúde, força,
beleza, temperamento, perspectiva moral, inteligência e educação. Esses
atributos são geralmente determinados pela natureza, e como tal, eles são muito
significativos para reger a felicidade humana. Mais importante ainda, a
Constituição interna da pessoa, ou "o que ela é feita," desempenha o
papel maior na formação de seu bem-estar. Pensemos na saúde: é axiomático dizer
que um mendigo saudável é mais feliz do que um príncipe doente. Para
Schopenhauer, os maiores prazeres são aqueles da mente. Em suas palavras,
"um homem intelectual em completa solidão tem excelente entretenimento em
seus próprios pensamentos e fantasias, enquanto nenhuma quantidade ou
diversidade de prazer social [...] pode afastar o tédio os homens comuns.”
A segunda categoria é a Propriedade, ou “o que um homem tem, ou seja,
propriedades e posses em todos os sentidos a Riqueza material pode satisfazer
as necessidades reais e básicas, mas isso não vai nos dar nada além-mais do que
isso”. Nunca vai realmente nos completar ou compensar a falta de riqueza
interna, é justamente por isso, que pessoas ricas, embora materialmente bem por
fora, não são particularmente felizes internamente. Finalmente, há o que
representamos, quer dizer, como nós somos vistos pelos outros. Uma pessoa
interiormente rica, ao contrário de um tolo, vai prestar pouca atenção as
opiniões dos outros, ela apenas vai viver sua vida. Agora vamos olhar para cada
bênção mais detalhadamente. A Felicidade humana depende da saúde física, dos
dons e dos prazeres da mente. Vamos começar com a primeira das três categorias
distintas que compõem as bênçãos da vida: A personalidade. Nós sempre iremos
carregá-la conosco, não importa aonde iremos ou o que fazemos. Portanto, quem
somos nós, é realmente muito importante. Uma parte crítica da personalidade é a
saúde, se somos saudáveis, é mais provável encontrar prazer nas coisas. Se não
somos saudáveis, quase nada nos agrada.
Aristóteles colocou a questão muito bem, quando ele disse, "a vida está no
movimento". Ou seja, se queremos permanecer saudáveis, temos que fazer um
pouco de exercício todos os dias, além de ter uma mente ativa, que também é um
requisito principal. Além de saúde, os dons do espírito são importantes para
determinar a felicidade humana. Uma famosa frase do velho testamento – "a
vida de um tolo é pior que a morte" – Se alguém teve a sorte suficiente
para ter sido dotado de uma boa capacidade intelectual, então, esse alguém deve
levar uma vida intelectual. Dessa forma, sua mente será mantida ocupada e isso,
já um bom motivo para não se preocupar com o tédio, haja vista que uma mente
fértil e rica vai enxergar a beleza mais longe, enquanto um tolo é preso com o
que está na frente dele. Schopenhauer faz uma consideração sobre Goethe e Lorde
Byron, dizendo que a fertilidade de suas mentes lhes fornecia riqueza interna e
a feliz autossuficiência para agirem criativamente felizes. Por outro lado, se
nossa mente está vazia, então é mais provável que iremos procurar diversões
vazias e muitas vezes dispendiosas para afastarmos o tédio. Schopenhauer é
bastante incisivo. Para ele, "um homem é sociável somente no grau em que
ele é intelectualmente pobre e geralmente vulgar”. Sua riqueza determinará o
que você espera da vida, e talvez ela vá trazer liberdade também, dependendo do
grau de discernimento. Agora examinaremos a segunda categoria, Propriedade, ou
seja, "o que um homem tem”. Mais uma vez, Schopenhauer segue o caminho dos
Gregos e diz que Epicuro dividiu as necessidades humanas em três partes.
Especificamente, estas são as posses que devemos saciar ou reprimir certos
sentimentos. Primeiro, existem necessidades naturais e necessárias. Estes
incluem comida, abrigo e roupas. Sem eles, estaríamos em um estado de
sofrimento. Em segundo lugar, há as necessidades naturais, mas desnecessárias –
ou seja, todas as coisas que gratificam os sentidos. Estas podem ser difíceis
de satisfazer. Finalmente, existem as luxurias que não são nem naturais nem
necessárias. E como elas não existem por si, é as mais difíceis de satisfazer.
Naturalmente, há um pouco de sobreposição entre as três categorias, porque
somos todos diferentes. O que uma pessoa considera um luxo, por exemplo, pode
ser considerada uma necessidade natural, mas desnecessária por outra pessoa.
Uma vez que estamos bem alimentados, vestidos e em estado de segurança, todos
nós temos diferentes ideias do que é e do que não é "necessário".
Além disso, temos a tendência para não esperar mais do que pensamos do que é
possível obter. Por exemplo, nós não iremos notar a perda de uma roupa luxuosa
se nunca tivemos uma. Mas se nós estamos acostumados com a elegância, então nós
poderemos ficar atormentados por sua falta. Isto explica por que alguém que
nasce com uma grande fortuna, geralmente tende a cuidar melhor do que alguém
que adquiriu riqueza. Se você é rico desde o nascimento, você verá as riquezas
como uma necessidade que você não pode perder. Mas se você viveu sua vida sem
elas, nó não iremos nos preocupar em perdê-las. Se nós tivermos sorte de termos
nascidos em estado de riqueza, que Schopenhauer chama de um "destino
favorável”, então, provavelmente, iremos ser mais livres e nos sentiremos mais
responsáveis pelo nosso tempo. Em última análise, isso vai resultar em ter uma
mentalidade mais independente, também. Preocupar-se com a reputação é inútil e
impede o nosso caminho para a felicidade. O que representamos é a terceira
categoria de bênçãos da vida. É tudo sobre como nós aparecemos para os outros.
De um modo geral, preocupamo-nos muito sobre a estimativa que as outras pessoas
têm de nós. Não conseguimos evitar, embora essa nossa preocupação é
completamente desnecessária. Schopenhauer conta que a história de um homem
chamado Lecomte ilustra bem o ponto. Depois de conspirar para assassinar o rei
francês, ele foi condenado à morte em 1846. Em seu julgamento, ele parecia mais
preocupado com sua aparência do que o seu destino. Ele queixou-se que ele não
estava usando suas melhores roupas. Mesmo no dia da sua execução, ele estava
mais perturbado sobre não ser permitida a barba do que sua morte iminente. Em
vez de se dedicar a encontrar algum sentido de paz em suas últimas horas, ele
se preocupava com as opiniões de estranhos.
Excessiva atenção para atitudes de outras pessoas é uma loucura, que todos nós
estamos suscetíveis. Chamamos de vaidade. Mais do que ser uma característica
indesejável, a vaidade é um real impedimento para a felicidade. As opiniões dos
outros irão nos desviar de encontrar a paz de espírito e contentamento
interior, que são cruciais para uma existência feliz. Segundo o autor,
aproximadamente quase metade das ansiedades das nossas vidas podem estar
ligadas sobre opiniões das outras pessoas. É uma tarefa muito importante,
reduzir esse impulso natural e devemos dizer a nós mesmos para não ouvir ou
pensar sobre as opiniões dos outros, para vermos que é uma completa insensatez,
assim, nós estaremos um passo mais perto de nos livrarmos dessa perda de tempo.
O Orgulho, a vaidade, são pontos fracos comuns, são absurdos. O Orgulho na
verdade opera de forma semelhante à vaidade. Mas enquanto o orgulho é uma
opinião interiorizada, a vaidade age externamente para o self. A Vaidade adora
elogios, e o indivíduo vaidoso só ganha um senso de autoestima ao vencer a boa
opinião que os outros têm dele. Em contraste, as pessoas excessivamente orgulhosas têm uma visão inflada de si mesmas, independentemente do que os
outros pensam. A forma mais básica e mais improdutiva de orgulho é o orgulho
nacional cego, acrítico. Se nós estamos restringidos a celebrar o nosso país,
provavelmente nós temos algumas qualidades admiráveis de nós mesmos. A trombeta
da superioridade de nossa nação é bobagem, na melhor das hipóteses, e só é
feita por pessoas para compensar sua própria inferioridade. Afinal, nem toda
nação pode ser superior a todas as outras, embora cada uma tenda a acreditar na
superioridade de sua nação. Agora vamos dar uma olhada no status social, que é
tão ruim quanto orgulho. O "ranking social" é uma arma do Estado. Ele
falsamente informa as opiniões das pessoas em geral para mantê-las em seus
lugares. Como tal, a instituição através do ranking social ampara o Estado com
uma grande quantia. Isso, talvez, significa que os funcionários
públicos recebem muito menos do que lhe que são devidos, porque eles estão
supostamente também "compensados" pelo posto que ocupem. O Ranking
social é realmente uma fraude, porque seu valor depende de uma convenção
arbitrária, artificial. Devemos respeitar uma pessoa por causa de quem ela é, e
não por causa do teórico ranking social que ela detém. A noção de honra decorre
de uma característica humana primitiva. Todos nós gostamos de imaginar que
somos membros úteis da sociedade. Com efeito, se algum intrometido indelicado
marchou até nós e disse que éramos inúteis, provavelmente pensaríamos que nossa
honra foi atacada. Há dois lados para homenagear: um é o objetivo; o outro,
subjetivo. Honra objetiva é a opinião que os outros têm de nós, por outro lado,
a honra subjetiva é nossa própria estimativa. Como nós sem dúvida sabemos, a
sociedade tende a julgar as pessoas dependendo como são como úteis para a
sociedade. A opinião de um cada um conta muito pouco. Então aprendemos a focar
nas opiniões dos outros e, portanto, favorecer a honra objetiva sobre honra
subjetiva. Além dessas duas categorias de honra que Schopenhauer menciona,
existem quatro subcategorias de honra. A primeira é honra cívica. Homenagem
cívica é universalmente aplicável. A ideia é que devemos respeitar
incondicionalmente os direitos das outras pessoas. Então não há honra oficial
que está associada a pessoas no serviço público, tais como médicos, advogados, professores,
soldados, etc. Especificamente, é a noção que as pessoas no serviço público
devem ser adequadas para o trabalho, porque geralmente acredita-se que a pessoa
em um escritório é verdadeiramente qualificada para o cargo e capaz de gerir as
suas responsabilidades, então essa pessoa tem uma honra oficial.
Em terceiro lugar, há honra sexual. Isso depende da divisão dos sexos. A honrar
dita que uma mulher deve se dar a um homem só em casamento. Por outro lado, a
honra masculina requer que ele cuide do casamento em si, conduzindo-o.
Finalmente, há honra cavalheiresco, que depende da opinião expressa. Embora
pareça ter alguma utilidade para a sociedade como um todo, é apenas um elemento
da natureza humana primitiva e não contribui para a felicidade. A coisa sobre a
fama de verdade é que você tem que trabalhar para isso. Ao contrário da honra,
a fama deve ser vencida. "a fama é algo que deve ser vencida; a honra,
apenas algo que não deve ser perdida". O que é interessante sobre fama é
que ela quase não tem qualquer conexão para nossa realização pessoal. Pelo
contrário, é mais como um eco ou um reflexo de uma grande personalidade. Este é
o ponto crítico. Portanto, não é a fama em si que faz você feliz. Em vez disso,
é o mérito subjacente que nos faz feliz. Fama é apenas uma articulação dessas
qualidades pessoais mais profundas. Da mesma forma, as pessoas não nos admiram
por nossa fama sozinha, mas por causa desses atributos que nos fez famoso.
Schopenhauer nos consola dizendo, que não devemos nos preocupar se nós nunca
alcançarmos a fama, nós ainda possuímos atributos que podem contribuir para
nossa felicidade. Além disso, se alguém tem como principal objetivo alcançar a
fama, então realmente não há muito nela que vale a pena admirar. Então, devemos
nos concentrar nas nossas vidas interiores. Caso tenhamos habilidades
intelectuais, devemos o quanto possível superar o convívio com as massas
ignorantes. E se já formos dotados com habilidades mentais mais altas, então
nossos estudos podem conceder um dom maior e nos colocar entre os poetas ou
filósofos. Resumindo, há três aspectos da felicidade: personalidade,
propriedade e posição. Personalidade, ou o que está contido em nós mesmos e o
que nos dá prazeres da mente, é o mais importante dos três. Propriedade é de menor
importância. Ele determina quanta felicidade esperamos na vida e até pode
dar-nos algum grau de liberdade. Posição, ou como os outros nos veem, impede a
felicidade. Ele coloca muito peso sobre a opinião dos outros. Também é uma
perda de tempo se preocupar com isso.
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APRIMORANDO A NOSSA CAPACIDADE DE APRENDIZADO
Antes de tudo, devemos nos preparar para nos sentir vulneráveis durante o
processo de aprendizagem, essa é a principal dica que os experts no assunto nos
aconselha. Temos que estar prontos e dispostos a aprender, enfrentando nossas próprias vulnerabilidades e falhas
durante o processo. Isto pode ser um pouco estranho, mas é uma parte natural do
processo de aprendizagem. Quando estamos em uma fase de aprendizagem, sentimos
muitas vezes fracos, esgotados ou sem esperanças, perdendo, inclusive o foco. Todos
nós aprendemos através da tentativa e erro, desse modo, a melhoria é lenta é
difícil. Devemos ser cuidadosos para não duvidar de nós mesmos. Isso pode levar
rapidamente a uma espiral descendente,
onde nos repreendemos por cada erro, e a possibilidade de alcançar nossos
objetivos parece desaparecer em cada turno. Felizmente, é simples de evitar
este círculo vicioso; tudo se resume em dar um passo para trás cada vez que nós
cometemos um erro. Podemos fazer algumas respirações profundas, jogar água
gelada em nossos rostos, ou qualquer coisa que funcione para nós, é vital ter
várias técnicas na mão, assim poderá manter nosso fluxo de energia positiva. Fora
todas as talentosas e motivadas pessoas no mundo, apenas alguns realmente fazem
grandemente. Por quê? Infelizmente, todas as demais pessoas desviam de seus
caminhos do êxito depois de um erro. Quando vemos a nossa inteligência,
habilidade ou talento como uma entidade fixa: sucesso ou fracasso, isto nos torna
muito mais relutantes e paralizados quando confrontados com desafios difíceis,
como que acreditássemos que não pudéssemos superá-los, nós simplesmente pensamos
que não temos a capacidade de superá-los. A prática é a solução! A prática
transforma em intuitivas as técnicas aprendidas. Para a maioria de nós, a
incrível velocidade e agilidade de um mestre de xadrez parece completamente
inatingível. Mas é realmente? Estes mestres simplesmente têm treinado tanto que
chegaram o ponto de jogar intuitivamente. Nós também podemos obter esta
habilidade através da prática constante. “A prática faz a perfeição”. Quaisquer
informações técnicas, de padrões estratégicos, podem nos fazer sentir com uma
inteligência natural, instintiva, se nós praticamos e aplicamos o suficiente.
Por exemplo, todos os principiantes de xadrez descobrem que as peças têm
equivalentes numéricos – Uma Torre vale mais em torno de cinco peões. No
início, os jogadores contarão os equivalentes em suas cabeças, mas essa
evaluação tende a parar, uma vez que eles conseguem melhorar o seu nível de
habilidade. O que acontece? Bem, algo que uma vez foi visto matematicamente é
agora sentido intuitivamente. E uma vez que determinados padrões se tornam
intuitivos é quando, realmente, a diversão começa. Jogadores de xadrez
qualificados são capazes de jogar com padrões, fazendo pequenos ajustes para
confundir seus adversários e obter vantagens. Um padrão fundamental ou
princípio no xadrez é controle do centro, no qual um jogador que domina no meio
de um tabuleiro de xadrez tem a vantagem estratégica. O maior benefício do
treinamento para a intuição, no entanto, é ser capaz de libertar a sua mente
consciente. Quando não temos que se lembrar de como funcionam certos padrões, podemos
ampliar diferentes detalhes. Imaginemos que estejamos num estado de
concentração perfeita – e de repente, um barulho ou quaisquer tipos de
distrações. Não deveríamos levar essas coisas em consideração. Os
maiores treinadores e professores tem a certeza de que quando reagimos a interrupções com a irritação, stress
ou raiva, significa que estamos em uma zona difícil. Nestas situações, nós
precisamos que o mundo deva cooperar conosco e o nosso estado de espírito
atual. Mas o mundo simplesmente não funciona dessa maneira! Nós devemos ser
capazes de funcionar mesmo em circunstâncias adversas. Devemos cultivar nossa
resistência mental, colocando-nos deliberadamente em situações que desafiam
nossa concentração. Ao desafiarmos nosso seu cérebro, podemos apenas torná-lo
mais hábil. Devemos aprender técnicas de recuperação eficiente para melhorar
nosso desempenho.Todos nós sabemos que realizamos nosso melhor após uma boa
noite de sono. Apesar disso, muitas vezes é muito tentador para sacrificar um
pouco e estudar noite adentro, em vez disso. Resistamos! Está mais do
que provado que descanso
insuficiente conduz ao pensamento repetitivo, ineficaz e impreciso. Por quê?
Porque nossa mente só é capaz de se concentrar em uma coisa por um tempo
limitado. Depois de descansar, nossas mentes são mais capazes de um estado de
concentração poderoso. Quanto mais capaz de limpar sua mente dentro de um
intervalo, o melhor será seu desempenho ao retornar. Grandes Mestres podem
realmente fazer recuperações mentais em pouco período de tempo, tão curto como
um minuto intervalos entre xadrez corresponde rodadas. Psicólogos Cogotivos descobriram
que a capacidade de relaxar, momentos de inatividade é um factor decisivo no
progresso em direção a se tornar um expert. Desse modo, como nós poderemos
praticar nossas recuperações? Consideremos fazer um treinamento intervalado,
executando uma série de exercícios curtos, de alta intensidade com descansos
regulares distribuídos. Pesquisadores descobriram que há uma conexão
fisiológica entre treinamento intervalado cardiovascular e a capacidade de
rapidamente liberar o estresse e recuperararmos de um esgotamento mental. Com
treinamento intensivo terá melhor resistência, ajudando você a relaxar mais
eficazmente quando você mais precisa. Devemos criar uma rotina podemos conseguir nosso melhor
desempenho. Pensemos por um momento, em uma situação ou atividade, durante o
qual nós tivermos o foco completo e sereno – momentos que nos fazem sentir como
nada mais no mundo existe. Se repetirmos essa rotina todos os dias, iremos cria
uma poderosa conexão fisiológica entre a rotina e o desempenho. Para concluir, com uma
prática constante, os mestres desta técnica de alcançar um estado onde, só
pensando em uma parte da rotina, dizem que já acionamos nosso estado de pique emocional, para atuarmos em alta.
O QUE É SER RADICAL?
Ao contrário do que pensa o senso comum, ser radical não é
ser extremado. Ser radical é tentar conhecer as coisas pela raiz, e através da
natureza profunda das coisas, tentar aprofundar ainda mais para conhecer melhor.
Ser radical é tentar saber conceitualmente o que está "enraizado",
e assim, proceder de modo não extremado, porque busca aprofundar para conhecer
melhor através do debate, da crítica, etc. Para tal, podemos usar vários
procedimentos metodológicos para tentar uma melhor compreensão do que está
"enraizado" e em processo de investigação.Eis a meta: desenraizar
para enfim, não ser "radical". Um método eficaz é o
método genealógico que foi utilizado por Nietzsche aos valores estabelecidos,
que foram refundamentados para serem melhor compreendidos.
NECESSIDADE DE SILENCIAR A MENTE
O excesso de dúvidas em nossa mente, coisa muito comum em
nosso mundo, perturba nossos relacionamentos como um todo. Temos que minimizar
ao máximo essas dúvidas e permitir que a magia natural que existe em nós possa
fluir naturalmente e, assim, atingirmos uma maior união, permitindo a
possibilidade de bons relacionamentos.
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