2026 YEARS OF THE INAUTHENTIC CALENDAR! WELCOME TO THE HIGHWAY OF THINKING IN MULTIPLE WAYS.AN OUTSIDER ! UP TO THE TOP!
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ALIENAÇÃO E VAZIO EXISTENCIAL
CONTENTAMENTO COMO AFIRMAÇÃO DA VIDA
Somos educados a desejar sempre o que nos falta, não a valorizar o que já temos. A sociedade elogia a ambição, o movimento constante e a busca por metas, mas "suspeita" de quem está satisfeito. O contentamento é visto como acomodação. Nietzsche critica essa lógica da falta. Para ele, a alegria não nasce da carência, mas do "aumento de força da vida". Quando o desejo se reduz a uma constante busca por algo que ainda não existe ,a vida deixa de se afirmar no presente e passa a se justificar ,apenas, pelo futuro. Spinoza expressa a mesma ideia, antes de Nietzsche, ao definir a alegria como passagem de uma perfeição menor para uma maior :"Por alegria entenderei, pois, uma paixão com a qual a mente passa a uma maior perfeição" (Spinoza, Ética III, XI).Quando somos "treinados" a desejar apenas o que ainda não temos, aprendemos a correr sem nunca parar; a vida vira uma busca "infinita", em que o desejo conflita com à falta em vez de afirmar o que já é. Reconhecer a suficiência do presente não significa parar de viver, mas viver com mais potência. Por isso, Spinoza propõe um outro ponto de vista: olhar a vida sob a égide da eternidade, isto é, não a partir da falta momentânea, mas da potência do que é: "Sentimos, porém, e sabemos por experiência, que somos eternos(...) na medida em que concebemos as coisas com uma a espécie de eternidade"(Spinoza, Ética V , XXIII).
TESLA, PERCEBENDO O INVISÍVEL!
Segundo Nikola Tesla," Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração". Essa frase não deve ser entendida como uma explicação científica completa, mas como uma metáfora poderosa, porque para compreender melhor a realidade, é preciso olhar além da aparência sólida das coisas e perceber os processos invisíveis que as sustentam. O que é essencial do Universo não se mostra aos olhos, mas se revela a quem percebe o ritmo oculto da energia em movimento.Todos dias, no mesmo horário e local, ele se sentava e fazia meditações para perceber o invisível.
TODA MUDANÇA EXIGE FLEXIBILIDADE
Mudar requer flexibilidade porque toda transformação começa pela recusa da rigidez. Quando nos agarramos a opiniões absolutas, o pensamento se imobiliza, a mente deixa de explorar e passa apenas a se defender, transformando a certeza em obstáculo à criação. Segundo Nietzsche, "as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras" (HDH-I ,§483), pois onde tudo já está decidido nada novo pode surgir. A inteligência criadora exige movimento, abertura e disposição para rever a si mesma, porque quando o pensamento se fixa, ele abdica de sua força inventiva e passa apenas a se conservar.
DAR CONSCIÊNCIA AOS SENTIMENTOS
Para Nietzsche, primeiro sentimos e depois pensamos, pois aquilo que chamamos de pensamento consciente é apenas a parte final de um processo mais profundo. Segundo ele, " é preciso contabilizar a maior parte do pensamento consciente entre as atividades instintivas" (Cf. BM, §3).Os sentimentos são impulsos que surgem no corpo antes de qualquer explicação racional como afirma Nietzsche, "Atrás de teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, acha-se um soberano poderoso, um sábio desconhecido - e chama-se o ser próprio. Mora no teu corpo, é o teu corpo"(Zaratustra, I, "Dos desprezadores do corpo"). O pensamento aparece depois, quando tentamos explicar ou justificar aquilo que já estamos sentindo. Por isso, muitas vezes acreditamos pensar de modo racional, quando na verdade apenas damos razões para impulsos que já existiam antes, porque entre os homens " há a confusão entre a consequência e a causa" (Cf. CI , "Os quatro grandes erros",§1).
OZZY E WATERS: SUCESSO DE MASSA E PROFUNDIDADE CRÍTICA
Recentemente, uma polêmica entre Roger Waters e Ozzy Osbourne, após o baixista do Pink Floyd haver minimizado a relevância artística de Ozzy. O episódio reacendeu um debate recorrente no Rock: a diferença entre sucesso de massa e profundidade crítica ,cuja distinção vai além de preferências pessoais e toca critérios estéticos e, principalmente, intelectuais. Ozzy representa o sucesso de massa: sua música atua no impacto imediato, na emoção e numa catarse coletiva, privilegiando identificações e o espetáculo. Roger Waters, por outro lado, utiliza a música como instrumento de crítica social e política, exigindo reflexão e produzindo desconforto, sem considerar se irá agradar ou não! A polêmica entre ambos nasce quando se confunde popularidade com profundidade. Essa oposição é formulada de modo exemplar por Nietzsche, ao afirmar que "longe da praça e da fama acontece tudo o que é grande" (Zaratustra, Das Moscas). A "praça" simboliza o espaço do aplauso, do ruído e da consagração imediata, lugar onde o sucesso de massa se afirma. O que é grande, contudo, nasce fora dela, na solidão do pensamento que não busca agradar. Waters escolhe essa distância crítica. Ozzy, com seu carisma e mérito artístico próprio, permanece no centro do espetáculo com muito mais popularidade e não com profundidade intelectual!
PARA QUE SOCIALIZAR NÃO SEJA IMBECILIZAR!
INSTRUMENTALIZAÇÃO UTILITÁRIA DO FEMININO
Quando se elimina do feminino seu poder afirmativo, ele deixa de ser compreendido como expressão da vida e passa a operar como instrumento, teórico, normativo. A mulher deixa de figurar como força criadora para tornar-se modelo moral de renúncia, obediência e negação do corpo. Essa operação inscreve-se no que Nietzsche denomina ideal ascético, cuja meta última é "querer o nada" (GM, III, §28). A espiritualização do feminino separa-o da terra, do devir e da corporalidade, reiterando aquilo que o filósofo identifica como "hostilidade contra a terra" (Zaratustra, Prólogo, §3). Desse modo, o feminino instrumentalizado revela-se funcional à moral cristã que, segundo Nietzsche, "Nega a vida efetiva em prol de um além-mundo fictício" (AC,§15) sendo, portanto, incompatível com uma filosofia afirmativa da vida.
A INUTILIDADE DA CRENÇA EM DEUS COMO CRITÉRIO MORAL
Quando a crença em Deus não produz nenhuma diferença efetiva na conduta, a própria questão de sua existência torna-se secundária e supérflua. Crê-se nele e age-se de modo pérfido, descrê-se nele e age-se, também, do mesmo modo. Desse modo, a fé perde toda força de legitimação moral. Segundo Baudelaire, Deus pode reinar independentemente de sua existência empírica: "Deus é o único ser que, para reinar, não precisa existir". Nietzsche, radicaliza esse diagnóstico ao mostrar que o problema decisivo não é a existência ou não de Deus, mas a sobrevivência de sua moral. Mesmo após a morte de Deus, sua sombra continua a projetar-se sobre os homens: "Deus está morto; mas, tal como são os homens, durante séculos ainda haverá cavernas em que sua sombra será mostrada - Quanto a nós - nós teremos que vencer também a sua sombra " (Gaia Ciência §108). Assim, quando a crença não transforma a ação, crer ou não crer torna-se igualmente supérfluo; o que permanece é uma moral desvinculada tanto da fé quanto da vida.Assim, podemos concluir que quando alguém diz : "Eu acredito em Deus", tem o mesmo valor lógico de quem diz: "Eu não acredito" , quer dizer, é uma tautologia!
"ANO NOVO", NOVOS ELOS — UM NOVO SALTO!
Seguindo novas correntes através de ventos inusitados, vamos deixar nossos corações abertos para o Novo. Mais uma renovação: "ano novo" mais uma criação de uma "vida nova", deverá ser nosso Leitmotiv (motivo condutor) para esse ano que se iniciará em breve. Nossa tentativa de autossuperação continua, dia após dia! Olhamos para trás com alegria por termos dado um Salto para fora do Círculo Vicioso em nossas vidas, conseguindo continuar na linha ascendente que nos conduz a caminhos Novos. Através de nossas escolhas, estamos abertos para novos anseios. Nossos corações pulsam fortemente e estamos decididos a compartilhar juntos: Confiança, Amizade , Amor e riqueza em nossos corações. Para o Alto, sempre para o Alto!
DO CAOS A UMA ESTRELA
Quando algo essencial em nossa vida se perde, essa perda não deve nos paralisar, a suposta perda pode indicar o fim de uma ilusão, de uma esperança, de algo que não deu certo em nossas vidas. Mesmo estando perdido e em um caminho confuso, temos que ter resistência, persistência e vontade de seguir em frente. A mudança não é fácil, nem rápida , mas é necessária.Enfrentar a dor com lucidez é o único modo de atravessar o caos sem se perder de si mesmo . "É preciso ter o caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante"(Zaratutra, Prólogo).
A SUPERAÇÃO DO HOMEM ENQUANTO "DOENÇA DE PELE DA TERRA"
Quando Nietzsche diz que "o homem é a doença de pele da Terra" não é um insulto moral, mas um diagnóstico filosófico. A metáfora indica que o homem não é o centro nem a finalidade da vida, mas um fenômeno "superficial", capaz tanto de criar quanto de destruir, o homem não tem um estatuto ontológico acima dos outros animais. Ele descreve o homem como "o animal ainda não fixado", quer dizer, um ser inacabado, sem forma definitiva, que precisa inventar seus valores para viver. Justamente por essa instabilidade, o homem pode adoecer a Terra quando se separa da natureza, nega o corpo e transforma a moral em negação da vida. Nesse estado, ele deixa de afirmar a existência e passa a dominá-la. Por isso Nietzsche afirma que "o homem é algo que deve ser superado" , e lembra que a tarefa fundamental esquecida pela civilização é: "permanecer fiel à Terra".
O CORPO COMO "PROCESSO"
Segundo Nietzsche, "O corpo é uma grande razão, uma multiplicidade com um só sentido"( Zaratustra, Dos desprezadores do corpo).Aquilo que chamamos eu é apenas o efeito provisório da organização de forças do corpo, pois "o pensamento consciente é o mais fraco e o mais tardio" ( Gaia Ciência,§354) Nietzsche dissolve a ideia de substância fixa, eterna, imutável ,o corpo não é algo que é, mas algo que acontece, um processo em devir. Através do dionisíaco, "rompe-se o princípio de individuação."(Nascimento da Tragédia, §1), aparecendo o corpo como uma estabilidade momentânea em fluxo ,como uma dança de forças em contínuo devir.Portanto,o corpo deve ser compreendido não como substância, mas como uma "configuração provisória de forças ", sempre em transformação. O "eu" é um simplkes efeito momentâneo desse jogo dinâmico, a identidade não se funda na permanência , mas no devir. Pensar o corpo como "processo" implica ,principalmente, assumir a vida como uma criação contínua de si mesma,onde nós nunca somos, mas nos tornamos.É nesse sentido que Nietzsche afirma , transformando um dito de Píndaro "Tornar-se o que se é"(Ecce Homo, §9), quer dizer,dar forma às nossas vidas organizando as forças que nos constituem, sem a tentativa de fundamento em uma essência fixa.
CONVERGÊNCIA ORIENTAL DA CONSCIÊNCIA FEITA POR NIETZSCHE
TRANSMUTAR O PASSADO PARA AUTOSSUPERAÇÃO
É de vital importância aprender com os erros do passado, no entanto, devemos evitar a todo custo habitar nele. O passado deve ser revisitado apenas o suficiente para que dele extraiamos força, lucidez e direção. Nietzsche nos ensinou que: "Agora convém saber que apenas aquele que constrói o futuro tem o direito de julgar o passado" (2ª Consideração Intempestiva).Portanto, devemos transformar às lembranças em superação e jamais, deixá-las que se tornem moradia.
QUE A JUSTIÇA NÃO SEJA VINGANÇA!
Para Nietzsche, aqueles que gritam "igualdade" nem sempre desejam elevar a vida, mas rebaixar os que a engrandecem. Ele nos advertia para evitar vingança "O que eles querem, é vingança, e chamam sua vingança de justiça" (Zaratustra, "Das Tarântulas").Há aqueles que pregam "liberdade" mas, em verdade, seu desejo seria que ninguém fosse livre o bastante para superá-los e ultrapassá-los.Também os que pregam "fraternidade" querem apenas o nivelamento à mesma medida deles.Para Nietzsche, fazer justiça não seria nivelar, mas fazer perceber a sutil diferença que existe entre todas as coisas e engrandecer a vida.A verdadeira liberdade permite os vários degraus da vida, admitindo hierarquias e não a igualdade para todos."vós, pregadores da igualdade, tarântulas sois vós para mim, e vingativos às ocultas".
"CAMINHO" DA AUTOSSUPERAÇÃO Para meu filho Antonio Marcos
A libertação da culpa, da falta e da vingança é, para Nietzsche, o começo de uma vida ascendente. Na Genealogia da Moral, ele mostra que o homem adoecido tornou a vingança "espiritualizada" (GM, II, §16), e por isso precisa superar esse afeto para reencontrar força para superar-se. A própria vida exige esse movimento de autossuperação. No Zaratustra, ele diz: "Eu sou o que sempre tem de a si mesmo se superar", "Da autossuperação de si"). Autossuperar-se é seguir um ritmo da vida que cresce ultrapassando todo o passado reativo, através do eterno retorno, que exprime a afirmação: "querer cada instante como necessário e querido". Zaratustra descreve-o como "o mais pesado de todos os pesos" porque nos pergunta se podemos dizer sim a tudo o que volta.As três fases da autossuperação são as metamorfoses do espírito: camelo, leão e criança. "O espírito se torna camelo, o camelo leão, e por fim criança" (Z, "Das três metamorfoses").A criança é a forma mais elevada: "inocência e esquecimento, um novo começo, um jogo". Nessas metamorfoses, a necessidade vira criação e a vida reencontra sua potência criativa.
"DEUS" COMO VIDA
Para Nietzsche "Deus" tem algum sentido, somente quando pode ser o nome que a vida dá a si quando transborda, pois o Deus moral, aquele que julga, pune e separa, ele declara-o morto: "No fundo, apenas o Deus moral está refutado". Mas a vida, essa força que diz "eu sou aquilo que deve sempre superar a si mesma"(Zaratustra, Do superar a si mesmo), cria "deuses" apenas para superá-los. Assim, quando se diz "Deus", não deve ser para além da vida, mas para sua mais alta afirmação no âmago da vida, não como um Juiz e Senhor sobre o mundo, mas o próprio mundo em sua "Vontade de Potência."