Na sociedade neoliberal orientada pelo consumo, a felicidade é confundida com satisfação imediata, produzindo alienação e vazio existencial. O consumo tenta silenciar a angústia, mas aprofunda o desespero entendido por Kierkegaard como "perda de si mesmo" e "doença mortal". Esse processo pode ser metaforizado pelo Tonel das Danaides, no qual quanto mais se consome, mais o vazio se intensifica. Nietzsche critica essa dinâmica ao afirmar que, sem um "porquê" para viver, o indivíduo se entrega à repetição de prazeres sem sentido .Para Freud a civilização promete felicidade, mas a "torna estruturalmente inalcançável", pois a satisfação é "sempre efêmera e não elimina o mal-estar ", confirmando os limites do princípio do prazer.
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