Freud detectou três principais humilhações feitas ao ser humano na cultura
ocidental: a primeira foi através de Copérnico, quando constatou que o sol não
girava ao redor da terra; a segunda foi através de Darwin, quando ele
descobriu que o Homem descendia de um ancestral comum; a terceira foi
executada pelo próprio Freud,quando da "descoberta" do inconsciente,
onde o próprio Homem não era mais senhor em sua própria casa, porque a
consciência era apenas uma pequena parte, de um todo que repousava na
inconsciência.
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A TAREFA DO FILÓSOFO SEGUNDO NIETZSCHE
" Que deve fazer o filósofo? No meio do formigar, acentuar o problema da existência,
sobretudo problemas eternos.O filósofo deve reconhecer o que é necessário e o artista deve criá-lo. O
filósofo deve simpatizar o mais profundamente possível com a dor universal:
cada um dos velhos filósofos gregos exprime uma miséria: aí, nessa lacuna,
insere o seu sistema. Constrói o seu mundo sobre essa lacuna". (NIETZSCHE, O
livro do filósofo, §27, p. 25, Ed. Rés).
Nietzsche, nesse aforismo exprime umas das tarefas dos filósofos-artistas , ou seja, ele enfatiza que há um
problema fundamental na existência , que é justamente a bipartição do mundo em
sensível e inteligível criada pelo
Platonismo , como também , distinguir a necessidade de separar o contingente do
necessário.Assim, faz-se necessário dar peso ontológico ao mundo, pela aceitação da dor existencial, que é o aspecto trágico/dionisíaco , através do "Eterno retorno de todas as coisas".
PENSAMENTO E VIDA
A filosofia de Nietzsche é interpretativa por excelência.
Para ele, o conhecimento é perspectivista , quer dizer, nunca devemos
absolutizar ou categorizar os conceitos usados por ele ao longo de sua obra. A
sintonia direta com a vida representa ,segundo ele, o início da
"verdadeira" filosofia" , porque o autêntico filósofo é aquele que faz
experiências com a vida, não separando ,portanto, pensamento e vida.Todo o academicismo
representa um sintoma que a vida declinou e colapsou com a vida prática
separando-se dela, tornando-se puramente teórica.
NIETZSCHE E A REDENÇÃO
Tendo em vista a impossibilidade de separar o real em dois
planos ontologicamente distintos, ou seja, mundo sensível e mundo inteligível,
Nietzsche faz um esforço de reinscrever a experiência do sagrado propondo o “Eterno
Retorno de todas as coisas” como realização da “Morte de Deus”, onde o mundo apresenta-se ausente
de uma instância metaempírica, quer dizer, o mundo passa a vigorar inteiramente
na superfície dos fenômenos que são uma expressão da Vontade de Potência, sendo
compreendida como o “caráter inteligível do mundo” (Cf.ABM§36). A redenção
acontece na elevação da vontade de potência criadora e do tempo como “Eterno
Retorno”: “ Tudo o que “foi” é fragmento e enigma e espantoso acaso, até que o
querer criador declare: “Mas eu o quis assim”. Até que o querer criador
declare: “ Mas é assim que eu quero, e hei de querer assim”.(Cf. Zaratustra 2ªparte,Da
redenção,). Podemos afirmar que o que move Nietzsche é a possibilidade da “salvação”
não mais em um além mundo, sua proposta é dotar o real com um total peso ontológico,
onde a “Redenção” se consumaria com o ideal do além-do-homem, que faz do tempo
a casa do sagrado, da redenção do tempo no aqui e agora, com a afirmação incondicional dos instantes.
CAUTELA PARA COM QUEM NOS REPRESENTA
Com a finalidade de se identificar com qualquer grupo,
associação, etc. dizendo:“eu sou o grupo”, “eu represento essa associação”,"eu sou o povo" etc. os representantes
se anulam em nome do grupo, da associação ,etc. Contudo, há uma "usurpação" com
ares de modéstia, de família , próprios de todos os líderes. Eles se apropriam
da autoridade do grupo, da associação,do povo, ao reduzir-se a esses que o autorizam.
Por esse motivo, devemos ter muito cuidado com todos os tipos de líderes: religiosos,
políticos, sociais, etc. com a finalidade de evitar uma espécie de má-fé
inerente a sua sutil “usurpação”.
REALIZAÇÕES
Realizar nossos sonhos
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.
de liberdade e felicidade.
Ter lazer, diversão,
vivendo os sonhos
em uma nova Aurora.
E ao entardecer
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.
celebrar novamente
com júbilo e histórias
pra contar.
Adentrar a noite,
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.
iluminados e fazer
a sagrada comunhão,
sorrindo de felicidade
em estado de puro
êxtase.
Um estado mais elevado,
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto às estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.
libertando das profundezas
os nossos amorosos corações.
Tão celestiais quanto às estrelas
cintilantes que há no âmago
de quem deseja o bem,
e ama de todo coração.
NIETZSCHE E A HISTÓRIA
Na Segunda Consideração Intempestiva, Nietzsche faz uma
crítica ao excesso de conhecimento histórico na sua relação com a vida. Apesar
do Homem não poder viver sem história, faz-se necessário e salutar um modo de
vida em que o Homem possa viver a-historicamente, porque a própria vida depende
do esquecimento. A história apenas faz sentido se tiver uma relação relacionada
com a vida. Existe uma relação entre: Esquecimento, Vontade, Instante, Passado
e Força histórica. Tanto a vida histórica quanto a não histórica estão
demarcadas pelo Tempo, através da História ocorre a fixação do Homem diante do Devirá
proposta de Nietzsche é a de criar um novo modo de ser do homem diante da
História através da Força Plástica ativa, quer dizer, o poder de crescer em si
e a partir de si mesmo e de cicatrizar feridas; ela dá a medida com relação a
consideração ou o desprezo pela história onde se faz necessário dar o salto (Abstrung)
percebendo que a história não tem finalidade. A "filosofia" é um
percurso de Platão até Hegel, inicia-se com a ideia de Bem de Platão e termina
com o "conceito que pensa a si mesmo”, com a concepção de Absoluto de
Hegel. A crítica de Nietzsche é ao historicismo e não a história em si mesma,
porque ele a considera como reino do "acaso" onde existe uma
Tragicidade e não uma Teleologia. Por isso, Nietzsche tenta resgatar a
sabedoria dos filósofos antes de Sócrates, onde o tempo era considerado como
Eternidade (Aión) e também não havia uma esfera transcendente porque a (Natureza)
Physis abrangia tudo.
DISCÓRDIAS INÚTEIS
Quanto mais discordância entre as pessoas mais longe ficarão da "verdade". Discórdias, na maioria das vezes, geram apenas discórdias. Temos que
perceber que há uma deturpação das informações a nível global. Quanto mais
fraca educacionalmente é uma sociedade mais prolifera os valores de rebanho,
gerando uma cultura de massa. Isso é, justamente, o que acontece a nível global
e, principalmente, aqui no Brasil.
VONTADE DE CRESCIMENTO
Meu coração pulsa fortemente
Por nosso crescimento
Torcendo, imensamente,
pelo sucesso.
Esqueçamos o passado
e apenas olhemos
Para frente e para o alto.
Caso alguma má
lembrança apareça.
Enxotemo-la para bem longe
dizendo: Ilusão, Ilusão!
Porque, efetivamente,
só o presente existe.
E o futuro como projeção!
RELIGIÃO CÓSMICA
Derivando do latim: religare, religião é em sua
concepção tradicional uma tentativa de ligar as pessoas a Deus, através de uma
moral dogmática. Todavia, “precisamos de sangue novo em nossas veias",
quer dizer, precisamos de uma nova concepção da religião, tal como escreveu
Einstein, que era um leitor de Spinoza: “A religião do futuro será cósmica e
transcenderá os dogmas e a Teologia”. De acordo com Spinoza, "todas
as coisas existem e estão em Deus”, o amor é uma alegria e
fonte de alegria:"Todas as coisas que dão alegria são boas”
(Ética, IV, prop. 30). Desse modo, podemos dizer que a religião é considerada
uma coisa odiosa, apenas quando dissemina: venalidade, ódio, violência,
hipocrisia, etc., sendo que nesse caso não pode mais ser considerada religião,
e sim puro fanatismo.
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