Muitas vezes acreditamos no amor que pronunciava nossos nomes,mas compreendemos, com o tempo,que há afetos que não buscam encontro,mas um certo tipo de posse. Muitas vezes, demos mais do que tínhamos: tempo, segurança, futuro e, depois encontramos o silêncio, não como vazio, mas como um limite "natural" para o outro." O homem é para a mulher um meio: o fim é sempre o filho."(Nietzsche/Zaratustra).Isso, porque as mulheres seguem seus enigmas; os homens, seus caminhos, para o filho poder florescer: "Tudo na mulher é um enigma, e tudo tem uma solução, chama-se: gerar filhos"(Nietzsche/Zaratustra).Nos demos como quem afirmávamos a vida ,e o dom não voltou. Mas aprendemos que o dom autêntico, não exige retorno porque sempre fica a lição enigmática: quem ama para ter permanece. Quem ama para dar já habita outro horizonte. Pois a verdadeira medida do amor não está no reconhecimento, mas na liberdade de oferecer ,sem arrependimentos, porque afinal, temos que "amar a eternidade através dos instantes" para dar autenticidade e um peso ontológico as nossas vidas.
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