Em seu livro: "Sobre a questão do pensamento", Martin Heidegger traz à tona uma questão essencial para a Educação que já foi vislumbrada por Nietzsche em seu escrito: "Sobre o futuro de nossos estabelecimentos de ensino" , eis a questão: " Se hoje - quando tudo se mede de acordo com os níveis mais baixos, como por exemplo o lucro - ninguém mais deseja tornar-se mestre".Nosso mundo global tecnizado, valoriza como prioridade um saber especializado que gere lucro ,aviltando uma formação que tenha como prioridade "ensinar a pensar " e assim, atingir o objetivo educacional de "fazer aprender", para com isso, lidar com as necessidades mais urgentes do nosso tempo. A formação cultural através da Educação onde a Política deverá servi-la e ser a base para poder haver uma renovação. Politica ancilla Cultura, quer dizer, a Política deverá ser serva da Cultura. E não como ocorre há bastante tempo, onde ela depende da Política.
2025 YEARS OF THE INAUTHENTIC CALENDAR! WELCOME TO THE HIGHWAY OF THINKING IN MULTIPLE WAYS.AN OUTSIDER ! UP TO THE TOP!
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LIBERDADE - O si mesmo e o outro
Quando o que fazemos ,pensamos, etc., é condicionado pelo poder do outro, podemos dizer que não somos livres. Quando o que fazemos, pensamos e nos transformamos flui completamente a partir de nós, podemos afirmar que somos livres. O Si Mesmo é a nossa auto expressão e autodeterminação, sendo consideradas a essência de nossa liberdade. Quando o Si Mesmo está sob sujeição, não há ação e sim paixão e passividade .Quando o si mesmo é a fonte de movimento, ação que gera mudança temos a liberdade para pensar, se transformar e agir com autonomia . Podemos fazer uma análise e constatar que a política em nosso país, do modo pelo qual é executada, há uma tendência para fazer com que a sociedade civil torne-se dependente e perca cada vez mais a liberdade.
LIBERDADE DE PENSAMENTO/LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Considerando o pensamento como um "diálogo interior" que podemos exercer livremente, mesmo na ocorrência de um entrave na sua expressão, então , podemos dizer que ele é o nosso inviolável santuário da nossa liberdade interior, porque sempre está protegido através do silêncio, da solidão, etc.
De um modo geral , apenas caracterizamos o pensamento pela sua interioridade, contrapondo-o à sua expressão linguística, todavia esta é apenas uma das suas determinações. Na 2ª Meditação, Descartes nos diz em que consiste o pensar: "duvidar, conceber, afirmar ,negar , querer, não querer, imaginar e sentir"(Cf. 2ª Med. p.130,Ed.Bertrand Brasil). Pelo fato de não podermos manter vivos , fora da liberdade de expressão, essas dimensões do pensamento, podemos dizer que não há verdadeira liberdade de pensar sem a liberdade de expressão, contudo, não devemos confundi-la com a libertinagem total de exprimir seja que opinião for, quando ela está sob a égide das leis.
De um modo geral , apenas caracterizamos o pensamento pela sua interioridade, contrapondo-o à sua expressão linguística, todavia esta é apenas uma das suas determinações. Na 2ª Meditação, Descartes nos diz em que consiste o pensar: "duvidar, conceber, afirmar ,negar , querer, não querer, imaginar e sentir"(Cf. 2ª Med. p.130,Ed.Bertrand Brasil). Pelo fato de não podermos manter vivos , fora da liberdade de expressão, essas dimensões do pensamento, podemos dizer que não há verdadeira liberdade de pensar sem a liberdade de expressão, contudo, não devemos confundi-la com a libertinagem total de exprimir seja que opinião for, quando ela está sob a égide das leis.
ROMPE
A época do amor
nas ruas acabou.
Cai a noite!
Rompe direto para
o outro lado.
Para a terra do
nunca mais!
Onde as pessoas
ainda sentem
e não apenas escutam.
Gente viva , transbordante de vida.
Sorrisos de divindades
à procura de trazer de volta
a sensibilidade perdida.
Onde o tempo nunca
é desperdiçado.
Onde nunca se espera.
Sempre se alcança
nossos mais profundos desejos
nas ruas acabou.
Cai a noite!
Rompe direto para
o outro lado.
Para a terra do
nunca mais!
Onde as pessoas
ainda sentem
e não apenas escutam.
Gente viva , transbordante de vida.
Sorrisos de divindades
à procura de trazer de volta
a sensibilidade perdida.
Onde o tempo nunca
é desperdiçado.
Onde nunca se espera.
Sempre se alcança
nossos mais profundos desejos
SUA BELEZA
Flor ígnea
de selvagem Beleza.
Acende a chama
de teu coração.
Dança livre, solta...
na luz nua do luar!
Voyerismo silhuetar.
Mostra toda tua Beleza...
Clara como a noite.
Linda como o dia.
Síntese dos contrários.
Noite e Dia.
de selvagem Beleza.
Acende a chama
de teu coração.
Dança livre, solta...
na luz nua do luar!
Voyerismo silhuetar.
Mostra toda tua Beleza...
Clara como a noite.
Linda como o dia.
Síntese dos contrários.
Noite e Dia.
DESCONSTRUÇÃO CRIADORA
Uma leitura hermenêutica-desconstrutiva , pode executar uma maior profundidade a um texto, como também, demonstrar que os significados que nós retiramos dele, poderia ser o oposto do que pensávamos compreender, havendo a criação de um novo sentido.
CULTURA CONTRA CIVILIZAÇÃO - UMA SAÍDA
Nietzsche faz uma contraposição entre cultura e civilização, onde o termo decadência exerce um papel esclarecedor para diferencia-las, segundo ele : " Civilização quer algo diverso do que quer a cultura: talvez algo inverso... (Nietzsche, Vontade de Poder, p. 86, Ed. Contraponto,2008). Para ele,
a decadência é parte integrante do processo de civilização "(...) foram as épocas da domesticação animalesca do homem, voluntária e forçada ("civilização") - os tempos de impaciência para as naturezas mais espirituais e ousadas"(Id.,ibidem.) . Por outro lado , a cultura pode encontrar seu apogeu em uma época em um tempo que são " dito moralmente, tempos de corrupção" (Id.,ibidem). Assim, podemos afirmar de acordo com ele, que uma civilização em estado de total decadência , onde predomina o niilismo passivo, pode ser uma oportunidade para haver a criação de uma cultura elevada , através de uma "transvaloração dos valores" vigentes e, assim, sair do estado de dissolução,sair do niilismo passivo que é segundo Deleuze, uma expressão negativa da Vontade de Poder (Potência).
SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA
"Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar" (Kant- Curso de Lógica Geral, Ed. Unicamp), essa máxima de Kant foi , sem dúvidas, muito esclarecedora e , também, antisofista no sentido de nos alertar para não cairmos, ingenuamente, nas mãos de falsos mestres, muitos deles " operários da filosofia", como denomina Nietzsche aos professores de filosofia que apenas se limitam a ensinar o conteúdo, onde deveriam ensinar a realmente filosofar , quer dizer , fazer o uso da razão de modo livre, através de uma leitura crítica , usando vários métodos. Antes de Kant , Descartes em seu livro : Regras para a direção do espírito, notou esse problema ao escrever:
" E jamais seremos filósofos se houvermos lido todos os raciocínios de Platão e de Aristóteles, e nos for impossível ter um juízo firme sobre uma questão dada; com efeito, pareceríamos ter aprendido não ciências , mas história"
(Regra III, Ed. Perspectiva).
Influenciado por Schopenhauer, Nietzsche criticou severamente o ensino acrítico ,neutro de filosofia em sua época em seus escrito: Sobre o futuro de nossos estabelecimentos de ensino, na quinta conferência, conforme o texto
"Foi assim que lentamente, em vez da interpretação profunda dos problemas eternamente iguais, foram introduzidas as investigações e as questões históricas, e mesmo as filológicas: agora se trata de estabelecer o que pensou este ou aquele filósofo , se é possível com razão atribuir a ele este ou aquele escrito, ou se esta ou aquela lição merece ser retida. Agora, nos seminários filosóficos das nossas universidades, os nossos estudantes são dirigidos a este tratamento neutro da filosofia; por isso, desde longa data, adquiri o hábito de considerar esta ciência como um ramo da filologia e de avaliar seus defensores segundo sua qualidade, boa ou má, de filólogos. Em decorrência disto , a própria filosofia foi banida da Universidade" (NIETZSCHE,5ª Conferência, p.129, Escritos sobre Educação,Ed. Loyola).
Nietzsche, sutilmente percebe a diluição da filosofia em questões meramente históricas ,e assim, a filosofia torna-se "filologia", sem que houvesse uma transformação em um instrumento, uma ferramenta para o exercício do filosofar.
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